House Mag Academy: todo mundo é DJ, e não há nada de errado nisso

Por Rodolfo Conceição

Foto de abertura: divulgação

No dia dia 9 de março, “comemoramos” (entre muitas aspas) o Dia Internacional do DJ. Afinal, se até algumas profissões que muita gente nem sabe direito o que faz como o taquígrafo (2 de maio) ou outras menos amadas como operador de telemarketing (2 de julho) têm o seu dia, por que não a gente?

Recentemente, brincamos no Instagram da House Mag Academy (se você ainda não nos segue lá, não perde tempo: @housemagacademy) com o fato de muita gente não considerar a profissão de DJ um trabalho sério. Muito disso se dá pelo começo informal com que a maioria dos artistas aprendem a profissão. Todas aquelas luzes, botões e knobs são fascinantes para qualquer pessoa que pára e observa o que um DJ faz, e a curiosidade de aprender logo toma conta.

Parafraseando a maravilhosa Cláudia Assef, todo mundo é DJ hoje em dia. E, na minha opinião, não há nada de errado nisso! Não existem médicos ou engenheiros por hobby, mas, conheço médicos e engenheiros que são DJ no seu momento de lazer. Então você sempre vai conhecer alguém que toca e que vai querer compartilhar esse conhecimento. Afinal, a música nos conecta justamente por permitir essas trocas.

Felizmente a cena eletrônica brasileira vem se profissionalizando nos últimos anos. Isso passa por um público mais exigente, o que se reflete nos contratantes, e uma busca por parte dos artistas de atender a essas exigências para se manterem relevantes. A House Mag Academy nasceu justamente dessa missão, de entregar uma formação profissional e que auxilie de fato o aluno que queira se inserir como artista nesse mercado cada vez mais disputado.

Mas, o fato é que o DJ é, acima de qualquer coisa, um apaixonado por música. O que nos impulsiona é o desejo de transmitir emoções através de ondas sonoras e embalar momentos inesquecíveis. Seja em um encontro intimista com amigos, em um festival com centenas de milhares de pessoas ou até sozinho (como se provou nesse último ano), o disc jockey é alguém que consegue falar através da música.

Por isso, todo DJ é, em última essência, alguém que quer se expressar artisticamente através da música, faça isso a sua carreira principal ou não. Como ainda não criaram em português um equivalente a “eu toco violão” para a nossa profissão, não resta muita saída para quem faz da carreira um hobby a não ser dizer “eu sou DJ”. E o mais legal é ver a quantidade de pessoas que adoram seus empregos, mas também se sentem realizados ao aprenderem a tocar.

E isso não desmerece a nossa profissão. Muito pelo contrário, esses fatos só provam a grandeza do DJ na nossa sociedade. Somos responsáveis diretos pela diversão das pessoas, seja dentro de um clube, em um evento social ou em um barzinho. Afinal, a música tem um poder único de criar pontes entre pessoas de diferentes culturas e valores, que conseguem se despir de preconceitos para curtirem as energias que emanamos através dos alto falantes.

Se a pandemia da Covid-19, que completou um ano no último 11 de março, veio como uma lição de resiliência para DJs e produtores musicais (e todos os outros envolvidos com o setor de eventos), que o Dia do DJ sirva também como uma reflexão sobre a importância e o valor que esses artistas têm. Esse período sem festas só provou que tudo isso é muito mais do que simples lazer; é quase uma terapia. E DJ é profissão sim!


Fique por dentro