Marketplace da CARLOS CAPSLOCK movimenta a cena clubber

Por Dada Scáthach

Foto de abertura: Ariel Martini e Cognição Eletrônica

Voltar a dançar nas pistas parece um sonho utópico para muitos de nós, brasileiros. Os clubbers começaram a explorar novas formas de ocupar territórios e pautar suas causas desde o início da pandemia do coronavírus, lá em março de 2020. Agora, uma das propostas inovadoras para continuar movimentando a cena é o marketplace da CARLOS CAPSLOCK.

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Foi há mais de um ano que os rolês on-line começaram a dar curto-circuito nas redes. Rádios, podcasts, lives, tudo isso contribui para que muitos DJs continuem divulgando seus trabalhos fora dos palcos.

Ainda assim, muitos artistas e trabalhadores da noite precisam de novos espaços que deem retorno financeiro nesse momento. Foi pensando nisso que Paulo Tessuto e Matheus Schuckar elaboraram uma plataforma que mistura trampos digitais, moda, saboaria, bebidas e mais. “A ideia principal da plataforma como marketplace é ajudar as pessoas da noite que estão precisando de vender os produtos delas – ou que abriram outras empresas para fazer produtos, ou que já tinham, ou que trabalhavam à noite, mas não estão mais trabalhando”, diz Tessuto. 

A festa CARLOS CAPSLOCK dispensa apresentações. Se você leu minha matéria sobre o coletivo na The Art of Clubbers, viu que a produção está sempre inovando e somando com seu público. Essa nova aposta dá suporte para que os envolvidos tenham uma renda agora e quando a pandemia acabar.

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Foto: Cognição Eletrônica

O blog do canal reúne diversos textos e colunas com pautas assinadas por Augusto Olivani,  Claudia Assef, Ida Feldman, Alan Medeiros, Camilo Rocha, DJ Marky, Gezender e mais algumas surpresas para os leitores. Além disso, os “craudianos” podem interagir em tempo real no chat do site.

Tessuto também deixou registrado o texto Metamorfose, fazendo uma análise da pandemia e mostrando sua perspectiva do pós. O DJ e produtor afirma que o marketplace nichado é um projeto que veio para ficar.

A parceria dos sócios começou em 2018, na época em que Matheus começou a trabalhar com gerenciamento de mídias e produção de conteúdo da Caps. No início da pandemia, se uniram com a ideia inicial de criar uma plataforma para os produtos da própria marca. Daí a dupla decidiu fazer uma pesquisa na cena e entendeu que outras pessoas também estavam procurando a oportunidade de rentabilizar seus trabalhos.

“Pensamos que por ainda não termos essa plataforma, outras pessoas que também fazem parte da cena poderiam não ter. E foi aí que a gente começou a ampliar esse site que seria feito – pegar todos os parceiros da CARLOS CAPSLOCK que não têm essa plataforma ou contato direto com o público clubber, e oferecer esse espaço”, explica Matheus.

O site está aberto ao público para receber sugestões de conteúdo. Essa é mais uma das ações que os coletivos da cena underground de música eletrônica tomaram frente ao descaso com a cultura e a com a classe artpistica durante a pandemia do coronavírus – e suas variantes – no Brasil.

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