Por redação
Foto de abertura: ZOOE
De 2012 pra cá, o Park Art cresceu e muito. O super club em Curitiba, um dos principais do país, além de reformular sua estrutura, se adequou burocraticamente para receber um número maior de público e eventos, mantendo uma programação semanal com artistas nacionais e internacionais.

O club gera, atualmente, cerca de 100 empregos formais, mais de 200 indiretos e é extremamente relevante para a região, movimentando, por exemplo, os mercados hoteleiro e de transporte da região. E não para por aí, o Parkinho ainda beneficia fotógrafos, videomakers, agências, iluminadores, empresas de som e de montagem de estruturas, limpeza e, claro, os próprios artistas.
Querido pelos seus frequentadores fiéis, além de pessoas que percorrem quilômetros só para sentir a energia do club, reconhecida, inclusive, pelos próprios artistas, que se declaram apaixonados pela vibe do lugar, o Park Art passou, no último final de semana, por um fato inusitado.

Em nota de esclarecimento, o Park Art comunicou o que aconteceu no local:
“Nota de Esclarecimento
-Após a situação ocorrida no último sábado, fomos cobrar uma explicação do Comando da Polícia Militar, que nos recebeu prontamente para uma reunião com o objetivo de nos permitir entender afinal, porque motivo houve a operação com tamanha truculência e sem que fossem seguidos os procedimentos corretos para este tipo de abordagem.
-Após horas de conversa, demonstramos uma imensa base de informações, documentos, normas, legislações e provas de que não poderia ter ocorrido, em hipótese nenhuma, as ações produzidas pelos policiais, devido ao clube estar totalmente regulamentado, operar dentro dos limites da lei e principalmente, com todos os documentos à disposição dos responsáveis pela ação.
-O boletim de ocorrência, o fato gerador da denúncia, os dados do denunciante e diversas informações contraditórias a respeito do assunto foram levantados e será comprovada a sua irregularidade no devido processo judicial.
-Mesmo assim, infelizmente, percebemos que existe alguma outra vontade que se mostrou independente de tudo isto, e nos foi deixado claro que isso pode sim, ocorrer outras vezes, exatamente da mesma forma, em situações que estivéssemos funcionando no período noturno.
-É percebido, de forma muito clara, que mesmo estando do lado da lei, pelo menos em datas noturnas, ainda não temos uma garantia de que esse tipo de operação não ocorrerá novamente, e por esse motivo, ficamos muito tristes em informar que temos uma garantia de funcionamento APENAS nestas duas datas: 11/08 Sunday Party e 18/08 Progressive #48 Ed. Cor de Rosa.
-Então estas duas datas, podem eventualmente, ser as duas últimas datas de funcionamento do Clube Park.art, que após 7 anos de funcionamento ininterrupto, corre o risco de nunca mais poder abrir suas portas.
-Nós da administração, informamos que vamos manter todo o ordenamento jurídico para que esta situação se reverta e que tenhamos garantias de poder trabalhar com liberdade, em harmonia e acima de tudo, com segurança.
-Por hora, podemos dizer que para aqueles que gostam do clube, que tem no Park o seu local de diversão e que sempre procuraram curtir em paz um local de tantas histórias, que divirtam-se ao máximo nesta duas datas, pois por enquanto são as duas únicas que ainda podemos garantir sua realização sem preocupações.
-Em algumas semanas devemos ter alguma resposta sobre o nosso futuro e certamente, vamos dividir com vocês em primeira mão.’
-Nos vemos domingo na SUNDAY PARTY, que inclusive contará com uma surpresa muito especial que será divulgada em breve!”
Park Art
Em tempos nos quais os clubs sobrevivem no país e lutam para proporcionar momentos inesquecíveis para o seu público, com line ups dos sonhos, estrutura e atendimento de primeira, a ameaça do Park Art fechar as suas portas é um grande desconforto e preocupação para todos da cena eletrônica.

Várias histórias foram construídas no Parkinho e a empatia de público e artistas pelo local é real. “Eu amo o Park Art! É um dos meus clubs favoritos no mundo. A vibração é real, as pessoas são gentis, a energia é sempre crescente. Eu estou sempre com um sorriso no rosto quando estou lá. Simplesmente amo esse lugar”, conta a dinamarquesa Ashibah.
Na tentativa de impedir o encerramento das suas atividades e de um espaço onde artistas consagrados, novos e em ascensão têm a oportunidade de mostrar a sua arte para um público com sede de música e momentos de descontração, a House Mag criou a #FICAPARKART.

A intenção é realizar um abaixo assinado comprovando a qualidade dos serviços prestados por todo STAFF do Park Art, assim como a importância do club para o país e o mercado econômico da região. Participe do abaixo assinado acessando este link. O cadastro é rápido, fácil e pode contribuir para a permanência de um dos principais clubs brasileiros.
Participe também do nosso evento oficial #FICAPARKINHO no Facebook. Abrace essa causa!
