Por Alan Medeiros
Foto de abertura: divulgação
Acompanhando e participando ativamente das transformações do mercado da música eletrônica, a agência SmartBiz vem se dedicando exclusivamente a este universo desde 1999. Com um casting poderoso de artistas que marcaram época e que são considerados lendas, como Anderson Noise, DJ Mau Mau e Renato Cohen, a agência tem aplicado sua presença no mercado nacional, mantendo assim sua reputação e consistência.
A experiência adquirida nessa longa trajetória permitiu que, aos poucos, o negócio atingisse sucesso também em tours internacionais, trazendo ao Brasil nomes como Miss Kittin e Laurent Garnier. Batemos um papo com o head da agência, Fernando Moreno, abordando assuntos relacionados a história da marca, aprendizados no decorrer da carreira, tours e muito mais. Confira!
HM – Olá, Fernando! Conta pra gente como exatamente a SmartBiz começou? Vocês nasceram como uma agência ou se transformaram aos poucos?
A SmartBiz começou oficialmente em 1999, criada por mim e pelo DJ Renato Lopes. Eu trabalhava em uma revista de moda, música e comportamento chamada On Speed. Os sócios eram amigos do Renato e falamos em abrir uma agência. Ela rapidamente mudou de nome para SmartBiz e se associou, além da revista, à marca de roupas, Slam, formamos um grupo. Começamos com um casting enxuto e coeso. Logo em seguida abrimos o SmartBiz Café, na galeria Ouro Fino (epicentro da música eletrônica naqueles tempos) e outro no Shopping Villa Lobos (no formato que hoje se chama loja “pop up”). Rapidamente se tornou ponto de encontro de DJs e de troca de vinil, venda de CDs selecionados pelo Renato e showcases de inúmeros artistas nacionais e internacionais como programação semanal (temos fotos lindas disso!) Ellen Allien, Ricardo Villalobos, nem sei dizer quantos passaram por lá.
HM – Qual foi o primeiro artista que a SmartBiz agenciou?
Obviamente, o Renato Lopes! Mas se não me engano, o primeiro time era Renato Lopes, Gil Barbara, Edu Corelli, Mimi, George Actv, Jeremy e Erick Caramello.
HM – E a primeira tour internacional?
Acho que a primeira tour internacional que realmente trouxe visibilidade e que foi feita de maneira profissional foi o live da dupla alemã Vanguard (do selo Frisbee). Antes, se não me engano, fizemos uma tour com um coletivo de DJs de São Francisco que estava por aqui de férias, mas foi algo muito informal.
HM – Quais foram os grandes aprendizados que o trabalho com a agência trouxeram pra você ao longo desses anos?
Eu não sei se há uma resposta para isso. Profissionalmente, trabalho com a agência faz 20 anos, mas hoje eu ainda aprendo com o mercado, é algo constante, cada um que chega tem uma história para contar e acrescentar. Quando começamos, claro, era inóspito, ajudamos a implementar uma cena, a profissionalizar o mercado, a exportar e importar DJs, a lançar e produzir músicas, a criar curadorias musicais, etc. Abrimos caminhos e até hoje eu utilizo as velhas e novas rotas.
HM – Dentro e fora da pista, quais foram os momentos mais marcantes da história da SmartBiz?
O café foi algo muito bacana. O selo SmartBiz Trax também. Tivemos também um programa de rádio na Energia 97, chamado Rádio SmartBiz. A união com a Crash para fundar a Entourage também. Curadorias e parceria de noites. Acho que o mais bacana é ver que, depois desse tempo todo, ainda estamos aqui, com uma proposta adaptada mas ainda consistente, circulando por todos os núcleos. Quando penso nos nomes que já representamos aqui e fora do Brasil, não consigo lembrar de todos, mas foram muitos!
HM – O que você tira de mais valioso do trabalho com os artistas?
Cada artista traz sua bagagem própria. Gosto de estabelecer laços mais fortes para encontrarmos juntos o caminho de como trabalhar.
HM – Para finalizar, fale um pouquinho sobre o futuro da agência e os planos para 2019.
Expansão programada e controlada da agência, tanto do time quanto dos colaboradores. Esperamos ainda um lançamento do selo atrelado e de festas pontuais!
