Da redação
A segunda edição impressa da HOUSE MAG, lá atrás em 2007, trazia em sua capa a seguinte frase: “É a vez DELAS!”. Esse enunciado referenciava figuras femininas que assumiram, de vez, o papel de protagonistas ativas no desenvolvimento da cena da música eletrônica brasileira. E quem melhor para exemplificar isso que nossa entrevistada do dia?
Há mais de 15 anos liderando a pista de dança, Eli Iwasa demonstra o tato e a sensibilidade músical que a tornaram uma das profissionais mais bem sucedidas da cena. Com sets versáteis de enfoque em techno e house, a DJ cativa pela autenticidade de sua expressão artistica. Além disso, Eli é empreendedora, sócia do Club 88 (em Campinas) e curadora de seu próprio programa de rádio na Educadora FM, toda segudna semana do mês durante o Rota 91, a partir das 18h. E ela não para! No dia 14 de outubro, nossa japa querida estará embalando a pista do conceituado stage RESISTANCE no Ultra Music Festival (Rio De Janeiro), em um back2back set com Leo Janeiro.
Mas antes disso, ela traz o Warung Tour para Campinas, na Fazenda Atibaia, dia 7 de outubro (mais informações aqui). Para aquecermos para este grande evento, Eli preparou um Podcast exclusivo e respondeu algumas perguntas para nós, confira:
ELI IWASA –
As duas primeiras músicas que lembro são a “Samba Magic” do Basement Jaxx e a “Access” do DJ Misjah e Tim – a Samba Magic era hino no Hell’s Club e anos depois, ganhei o disco do DJ Mau Mau, e a “Access” me lembra as primeiras festas rave que fui. Eu sabia que era um caminho sem volta quando comecei a pesquisar mais, comprar discos e CDs.EI – Uma das coisas que mais gosto de fazer é a construção do set – chegar na festa, tentar entender o que uma pista pede, e criar diferentes atmosferas para realmente criar uma narrativa através da música. Meu set muda muito de um lugar pro outro, e eu adoro ter a possibilidade de tocar em horários e tipos de evento tão diferentes um do outro, porque de alguma maneira, é desafiador e me mantém inspirada o tempo todo. Detestaria tocar a mesma coisa em todas gigs, e acho que a acomodação é muito ruim para mim como artista e pessoa.
EI – Tenho gostado muito das produções do Marvin & Guy e do Red Axes, toco muita coisa do Barnt e do Fango também, que ao meu ver criaram uma sonoridade única em suas músicas.
EI – DJ Tennis feat Fink – Certain Angles (Club Mix)
EI – O set foi gravado no Club 88, e tentei transmitir um pouco do espírito que queremos na festa.
EI – A intensidade de uma evento como o Warung Tour é incomparável – assistir o sol se por nas ruínas da Fazenda Atibaia ao som de artistas que você gosta é um grande espetáculo. A energia daquele lugar faz tudo ser ainda mais especial, e dessa vez conseguimos reunir artistas do calibre de Stephan Bodzin, Kolombo e Marc Houle no line up. É muita adrenalina, todo engajamento de uma equipe enorme para que cada detalhe do evento saia como planejado… quando a festa acaba, dá até um vazio rs. No Club 88, tudo é mais tranquilo.
EI – A mensagem é uma só: não perca!
