Por Anderson Santiago
O mercado de discos de vinis cresce continuamente desde 2011 (ao contrário do mercado tradicional de música) e, com isso, alguns problemas começam a empacar a demanda de produção dos bolachões. Um deles é a falta de tecnologia dos equipamentos em uso, que são antigos e muitas vezes obsoletos, além, é claro, do pouco número de fábricas que estão atualmente em operação. Muitas vezes, a espera para uma gravadora obter seus vinis é tão grande que chega a atrapalhar suas táticas de venda.
De olho nesse mercado que nada a fortes braçadas, a empresa canadense Viryl Technologies anunciou que desenvolveu um processo de fabricação de bolachas mais tecnológico, que faz o trabalho de prensar os vinis mais rápido, de forma mais eficiente e com mais qualidade do que as máquinas existentes hoje, grande parte criada nos anos 1950 e 1960.
“Nós analisamos a pressão de saída, a temperatura e todos os dados necessários para realmente fazer um registro perfeito de produção rápida. Nos anos 1950 e 1960, não havia essa tecnologia”, diz Chad Brown, diretor executivo da empresa. Segundo ele, um funcionário seria capaz de programar os dados técnicos mais rápidos enquanto a máquina se encarrega do processo de produção praticamente sozinha.
A Viryl planeja lançar suas prensas em todo o mundo a um preço de aproximadamente US$ 160.000. O diretor diz que já há cerca de cem empresas interessadas nas suas máquinas.
Para confirmar a boa fase desse setor, uma pesquisa da consultoria Nielsen revelou que, em 2015, as vendas de LPs subiram 30% no mundo inteiro – acredita-se que, no Brasil e também no Canadá, a estimativa fique perto dessa porcentagem. Já nos EUA há outro dado interessante: 11,9 milhões de bolachões foram vendidos no ano passado (mais de 20 vezes a quantidade comercializada no Canadá), o que representa 10 vezes mais discos que o estadunidenses compraram em 2005.
