Por: Anderson Santiago
No último sábado, a cantora Beyoncé surpreendeu os fãs com um lançamento-surpresa de um novo álbum completo, “Lemonade”, pelo TIDAL, a plataforma online de música de seu marido, o rapper Jay-Z. Você deve estar se perguntando por que nós vamos falar sobre um disco da musa norte-americana do pop… A resposta: ele mostra como a música de Beyoncé está cada vez mais experimental e próxima da eletrônica. Uma das provas são as colaborações que figuram em “Lemonade”, assinadas por nomes como James Blake e Diplo.
As faixas em que Diplo assina a produção são “All Night” e “Hold Up”. Trata-se da primeira colaboração efetiva da dupla (Diplo já fez remix da faixa “7/11″ e Bey já usou um sample de Major Lazer na música “Girls)”, que, por incrível que pareça, pouco flerta com a eletrônica. As canções estão mais próximas de estilos como o hip-hop e o R&B e revelam uma nova faceta do produtor britânico.
Fato curioso que o site Pulse Radio notou foi que, somente em “All Night”, além da produção de Diplo, há créditos para cerca de 50 pessoas que estiveram envolvidas no processo de composição e criação da faixa (leia aqui), fato que justificaria por que suas músicas são sempre “tão perfeitas”.
Já em “Forward”, James Blake consegue levar Beyoncé para o seu mundo cheio de sentimento, e o resultado é a track mais experimental e profunda de “Lemonade”. A mais eletrônica, no entanto, é a “Pray You Catch Me”, que abre o disco e também conta com a produção do jovem britânico.
Com um time desse, fica difícil errar a mão, não é mesmo? Outros nomes que aparecem como colaboradores são os talentosos Jack White, The Weeknd e o rapper-sensação do momento Kendrick Lamar. Outra curiosidade do disco é que ele é um “álbum visual” que foi apresentado por meio de um clipe de uma hora na HBO antes ser disponibilizado no TIDAL e cujas mensagens são feministas e contra o racismo. A própria descrição no serviço de streaming diz que “Lemonade” é um “projeto conceitual baseado na jornada de auto-conhecimento e cura de todas as mulheres”.
O sexto disco da carreira de Beyoncé prova que a cantora nem de longe pode ser rotulada como uma musa somente do pop. Cada vez mais madura e centrada, ela é uma artista que sabe o que quer – fica claro que o seu principal desejo é não se estagnar na mesmice como a maioria das divas do estilo.
