Conexão Paris Africa do Sul: Hanna Haïs apresenta “Yeki” com Thandi Draai e Nana Atta, Um afrotech  com toque feminino

O novo single explora emoção, voz e conexão em uma faixa que ultrapassa distancias geográficas e culturais.

Lançada pela Donkela, a faixa AfroTech “Yeki” reúne a veterana produtora francesa Hanna Haïs e as artistas sul-africanas Thandi Draai e Nana Atta em uma colaboração transcontinental que mescla vocais emotivos com precisão eletrônica.

O single já está disponível no Beatport e Spotify, com lançamento mais amplo no Apple Music e iTunes previsto para 8 de agosto de 2025. “Yeki” significa “Não me deixe” em zulu, estabelecendo o tom de uma faixa que aposta na profundidade emocional por meio de camadas sonoras e interpretações vocais marcantes.

No centro de “Yeki” está uma colaboração que atravessa distâncias e trajetórias artísticas. Hanna Haïs iniciou a track compondo a melodia vocal e desenvolvendo a base instrumental, que então compartilhou com Thandi Draai. Draai trabalhou em conjunto com a cantora Nana Atta na composição e gravação da letra. A produção final foi conduzida por Haïs e finalizada com mixagem e masterização profissionais.

O resultado é uma faixa AfroTech de apelo radiofônico, com um hook marcante. Como explica Haïs: “Essa é uma música emocional. Criei a melodia e a enviei para a Thandi, que chamou a Nana. Elas realmente deram vida à canção com as texturas vocais.” As vozes das duas cantoras são centrais na produção — e, segundo Haïs, foram o elemento que mais se destacou durante o processo de mixagem.

Thandi Draai, conhecida por seu trabalho como produtora, compositora, vocalista e DJ, conquistou destaque como uma das vozes criativas em ascensão da África do Sul. Foi a primeira mulher negra no país a lançar um EP inteiramente autoproduzido, e sua recente coletânea AfroTech com o selo alemão Get Physical ganhou repercussão internacional. Seu som é descrito como um techno africano sem concessões, unindo raízes locais e apelo global.

Nana Atta, nome artístico de Sinenhlanhla Mthembu, é uma vocalista de Verulam, região próxima a Durban North, em KwaZulu-Natal. Com orientação precoce de produtores como Lastee e Tellaman, desenvolveu desde cedo uma identidade artística própria, assinando posteriormente com a Universal Music Group. Suas letras abordam temas como crescimento pessoal e cura emocional. Em suas palavras:

Thandi Draai

“Deixe para trás a dor, o estresse, a decepção… Deixe tudo — ou qualquer um — que não tem mais seus melhores interesses no coração.”

Donkela, o selo por trás da faixa, é uma iniciativa independente da própria Haïs, com foco em afro house e afrotech. Nos últimos anos, o selo se firmou como plataforma de experimentação criativa e colaborações selecionadas. Entre os lançamentos que já chamaram atenção estão Sitting Bull, Carthago e Angeke, todos com proposta de dar visibilidade à sonoridade afro dentro da cena eletrônica global.

Nana Atta

Ela também destaca o conceito visual do lançamento:

“Gosto muito da arte de capa. Vamos seguir com esse estilo nos próximos lançamentos da Donkela.”

Nos próximos meses, Hanna Haïs prepara dois lançamentos: uma colaboração com o veterano do house de Detroit Alton Miller e uma nova produção solo. Ambos seguem a mesma direção estética e musical de “Yeki” e seus lançamentos mais recentes pelos selos Donkela e MoBlack Records.

A discografia de Hanna está no Spotify, no Beatport e principais plataformas digitais. Acompanhe mais sobre os artistas e o selo nos perfis @hannahaisparis, @thandidraai, @i_nana_atta e @donkelamusic.

Por redação

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