Uma das gravadoras mais influentes da música eletrônica mundial, a americana Dirtybird desembarca oficialmente no Brasil entre novembro e dezembro com a Flight Week Brasil, uma inédita série de seis festas que passa por Curitiba (28/11), Americana/SP (29/11), Belo Horizonte (05/12), Goiânia (06/12), São Paulo (12/12) e Recife (13/12).
A tour, que já nasce histórica, celebra duas décadas de um dos selos mais inovadores da dance music, e também a profunda conexão da marca com o público, artistas e cultura brasileira.
A vinda da Dirtybird ao país não é obra do acaso: o Brasil sempre teve papel especial na trajetória afetiva e musical da label fundada por Claude VonStroke em 2005. A label se tornou um verdadeiro polo criativo para artistas brasileiros, ajudando a catapultar talentos que hoje circulam globalmente.
Do outro lado, DJs e produtores daqui, como DJ Glen, Bruno Furlan e Illusionize, contribuíram para moldar a estética vibrante, irreverente e sempre inovadora da Dirtybird, além de atuarem como ponte entre a cena eletrônica nacional e a americana.
Para marcar essa estreia, reunimos 11 curiosidades essenciais que ajudam a entender por que a Dirtybird se tornou um fenômeno, e por que o Brasil sempre esteve tão perto dessa história.
1. Uma fábrica de gigantes da música eletrônica
A Dirtybird foi responsável por revelar artistas que hoje dominam palcos e charts do mundo todo. Entre os nomes descobertos ou fortemente impulsionados pelo selo estão FISHER, John Summit, Westend, Walker & Royce, Justin Martin e VNSSA. Todos eles encontraram na label um ambiente fértil para desenvolver identidade e assumir riscos sonoros.
2. A ‘família Dirtybird’ começou, literalmente, como uma família
O famoso termo “família Dirtybird” não é só discurso caloroso – é realidade. A gravadora nasceu como um negócio familiar: ao lado de Claude VonStroke, sua esposa Aundy Crenshaw e sua irmã Emily Crenshaw foram fundamentais na gestão de eventos, no visual dos clipes e em toda a comunicação da label.
Há ainda relatos de que a forte conexão emocional com o Brasil vem dos pais de Claude, apaixonados pelo Rio de Janeiro. O DJ e produtor, no entanto, vendeu a gravadora para o selo EMPIRE em 2022.
3. O primeiro logo foi desenhado por Claude VonStroke quando criança
Antes do icônico ovo com raio, o símbolo da Dirtybird era um desenho feito pelo próprio Claude VonStroke quando criança, em Detroit. O logo atual, criado no começo dos anos 2010, se tornou um dos mais reconhecíveis da cena eletrônica global.
4. A primeira conexão de DJ Glen com a Dirtybird aconteceu em 2012
A relação entre DJ Glen e a label começou no BPM Festival, no México, em 2012. Foi ali que sua faixa “Boogie Mafioso” chamou a atenção de VonStroke, e até hoje é considerada um clássico informal da Dirtybird, mesmo sem ter sido lançada pelo selo.
5. Justin Martin virou frequentador do Brasil graças ao encontro com Glen
O americano Justin Martin, um dos pilares artísticos da Dirtybird, fez inúmeras tours pelo Brasil ao longo dos anos – todas motivadas pela conexão estabelecida após conhecer Glen no México.
6. Um dos sold outs mais rápidos da história da Space Miami teve brasileiros como headliners
Em 2019, um dos fechamentos de venda mais rápidos da celebrada casa noturna Space Miami aconteceu durante um showcase da Dirtybird. Entre os headliners, estavam os brasileiros DJ Glen e Bruno Furlan, ao lado de nomes como Get Real (VonStroke + Green Velvet), Walker & Royce e VNSSA.
7. VonStroke declarou que a melhor música de 2018 foi de brasileiros
Quando recebeu o prêmio de Melhor DJ dos Estados Unidos, em 2018, Claude VonStroke anunciou sua faixa favorita do ano: “Another Planet”, de DJ Glen e Bruno Furlan, um dos maiores sucessos da história da Dirtybird.
8. “Another Planet” virou parte da história oficial da Dirtybird
Além de atingir enorme sucesso, “Another Planet” está presente na compilação comemorativa de 20 anos da Dirtybird, lançada neste ano em edição especial de vinil. O impacto foi tão grande que o nome da música passou a batizar a produtora oficial de eventos da gravadora.
9. O primeiro brasileiro da história a lançar pela Dirtybird foi DJ Marky
O pioneiro foi DJ Marky, que assinou um remix drum’n’bass para “Aundy”, de Claude VonStroke, em 2010. Ele também foi o primeiro brasileiro a se apresentar nos festivais da gravadora.
10. O país que mais envia demos para a Dirtybird é… o Brasil!
O Brasil lidera o ranking mundial de envio de demos para a gravadora – reflexo da enorme base de fãs, da influência sonora do selo e do impacto que ele teve na formação da nova geração de produtores nacionais.
11. A gravadora já lançou mais de 25 artistas brasileiros
A lista é extensa e ilustra a ponte sonora entre Brasil e Dirtybird: Illusionize, DJ Glen, Bruno Furlan, Ciszak, DJ Marky, Cour T, Plastic Robots, Danny Kolk, Malik Mustache, Buja, Abbud, Bess Maze, HeyDoc!, Borgez, LET BR, Rafaloo, VIRKING, Simas, B.Fonki, Pimpo Gama e Fabrício Peçanha, entre outros.
Poucas gravadoras americanas tiveram impacto tão significativo na música eletrônica brasileira.
