“Posso criar outros diversos mundos meus”, revela Jame C em papo sobre produção musical e estreia na Heels of Love

Artista apresenta o EP “Italo Treno” nesta sexta-feira, 06 de março.

Com apenas 21 anos, o produtor mineiro Jame C representa uma nova geração de artistas brasileiros que vêm construindo pontes entre tradição e contemporaneidade dentro da house music. Nascido em Belo Horizonte, ele vem chamando atenção pela forma como explora grooves profundos, atmosferas envolventes e referências que transitam entre diferentes épocas da música eletrônica.

Seu mais novo trabalho, o EP “Italo Treno”, marca a estreia pela Heels of Love, selo comandado por Eli Iwasa e Priscila Prestes. Com duas faixas que percorrem diferentes intensidades da pista – entre momentos mais imersivos e passagens voltadas ao dancefloor – o lançamento sintetiza a identidade sonora que o artista vem desenvolvendo desde o início de sua trajetória.

Em um papo exclusivo com a House Mag, Jame C fala sobre o processo criativo por trás do EP, suas influências musicais, os primeiros passos na produção e os caminhos que imagina para sua carreira nos próximos anos.

O EP “Italo Treno” marca sua estreia pela Heels of Love. Como surgiu o convite para lançar pelo selo?

A ideia de um lançamento surgiu através do convite feito pela co-fundadora Priscila Prestes. Ela estava conhecendo meu som e, após o convite, comecei a trabalhar em um EP exclusivo pra label :) 

O EP apresenta duas faixas com atmosferas diferentes, mas conectadas pelo groove. Qual foi o conceito central que guiou a criação deste trabalho?

Eu estava numa fase muito experimental (sinto que ainda estou passando por essa etapa como produtor) e por esse motivo, de forma automática cada produção nasce na sua própria atmosfera. O conceito veio da experimentação e do ato de se permitir englobar os seus arredores dentro da produção, ainda imaginando a utilidade dessas experiências e da sonoridade dentro de uma faixa para a pista de dança.

A faixa-título tem uma proposta mais imersiva, enquanto “Num Da” traz uma energia mais voltada à pista. Você pensou o EP como uma narrativa em dois momentos?

De certa forma, mas ainda na automação desses sentimentos. Sempre tive um gosto maior por EP’s nos quais as tracks carregam valores e histórias diversas, que ainda sim se completam. 

Suas produções equilibram referências clássicas da house com uma abordagem contemporânea. Quais influências musicais foram mais determinantes durante o processo desse lançamento?

Tenho tirado muita inspiração na música mineira dos anos 70 e como sua sonoridade trás uma nostalgia e uma ânsia por viagens. “Num Da” vem de um desejo antigo de produzir tracks que trazem essa dinâmica muito utilizada no início dos anos 2010, uma roupagem bem ligada ao que rolava na Hot Creations nessa época. 

Mesmo com apenas 21 anos, você já vem chamando atenção de nomes importantes da cena internacional. Queremos saber mais sobre sua trajetória. Como e quando você começou, e quais foram seus primeiros passos como artista até chegar até aqui?

Sempre estive em ligação com algo artístico desde muito novo… já quis ser ator, já toquei bateria, já fiz musical… até encontrar na produção musical uma atividade onde posso criar outros diversos pequenos mundos meus. Sou muito feliz de me encontrar na música eletrônica e principalmente na house music e suas ramificações.

Esse ano faço 10 anos de produção musical/djing, comecei aos 12 anos e desde então não me vejo fora desse âmbito. 

Quais as conquistas que você mais se orgulha em ter obtido como DJ e produtor?

Me orgulho muito de todos os lugares pelos quais já me apresentei, por ter lançado um álbum tão cedo e por todos os sons que já lancei, já obtive suporte e principalmente os que colaborei com artistas brilhantes. Fico muito feliz e orgulhoso de seguir colhendo bons momentos com meus amigos e colegas de trabalho.

Depois do lançamento pela Heels of Love, quais são os próximos passos que você imagina para sua carreira em 2026, tanto em estúdio quanto nas pistas?

Quero muito trabalhar na produção musical e idealização de projetos para outros artistas, sejam esses cantores ou instrumentistas no geral. Quero continuar descobrindo novos lugares onde meu som pode fazer parte e construir memórias coletivas.


Quero muito mostrar meu trabalho para cada vez mais pessoas e espero que elas possam encontrar em mim e na minha arte familiaridade e conforto. Aspirar novos ares e registrar novas histórias.

Por assessoria

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