The Philosophy Of KZ: música para fazer o corpo e a mente dançarem

Por Lu Serrano

Foto de abertura: divulgação

Kai Zen é um dos nomes da nova geração da música eletrônica que chegam com um frescor para movimentar a cena com música e personalidade.

Com uma sonoridade voltada para o tech house com linhas mais sérias e introspectivas, sem perder o groove e o bounce característicos da vertente, o produtor lança seu primeiro álbum, “The Philosophy Of KZ”, dia 25 de junho. O pré-save no Spotify já está disponível.

Com pouco mais de cinco anos de projeto, incluindo quase 50 faixas já lançadas por gravadoras nacionais e internacionais, entre singles e EPs,  Kai Zen trouxe para seu novo trabalho uma compilação de tudo o que vem trabalhando nos últimos três. Porém, algumas entre as 12 faixas que fazem parte do lançamento, apresentam um pouco das urgências atuais, e o produtor não nega. “Posso dizer que mais da metade foi produzida durante a pandemia, e isso influenciou sim em criar alguns sons com uma roupagem lado B, trabalhando mais o lado introspectivo da música e não apenas o feeling do que bomba nas pistas”, explica.

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Simples e objetivo no quesito produção – o que não se aplica ao seu intenso “Philosophy” – Kai Zen utiliza o Ableton Live e faz as suas “reflexões” a partir de um dekstop e um teclado midi de duas oitavas para alguns ajustes de automação e criação de melodias.

De acordo com o artista, o que o faz ter paixão e vontade de produzir é o amor pela música e a liberdade de viver para a arte. “Ter domínio sobre o meu tempo e ter tempo para me dedicar a música é uma das coisas que me torna rico”, afirma o DJ que compartilha toda essa experiência em suas aulas ministradas na Aimec de Maringá, no Paraná, sua cidade natal.

Amante da arte de discotecar, Kai Zen se inspira nas pistas animadas e dispostas a se entregar para a música e se divertir como se não houvesse amanhã. Mas com os dancefloors em eco há mais de um ano, como lançar um álbum?

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Foto: divulgação

“The Philosophy Of KZ” demandou mais dedicação do artista, mas o ajudou a ocupar a cabeça em um momento pandêmico conturbado. “Confesso que eu não tinha inspiração nenhuma para fazer criações no primeiro ano, mas com o tempo fui percebendo que produzir me fazia bem, cria um preenchimento de existência comigo mesmo. Acredito que tudo isso no final se transformou em aprendizado para controlar como se inspirar mesmo em circunstâncias externas que não temos controle, já que nunca teremos controle sobre isso na vida”.

Todo esse processo o amadureceu, permitindo mostrar vários lados da sua musicalidade neste álbum. “Quando penso no lançamento de um álbum vejo como a melhor forma de um artista conseguir unir todas as suas faces e revelar para o público”, revela.

E como todo bom pai, escolher uma faixa entre as 12 seria um sacrifício. Crítico, ele diz perceber as melhores características de cada e o que pode melhorar. A que ele tem mais ouvido ultimamente é “Crawler Snail”, que mistura todos os seus gostos. “Inspiradora e energizante ao mesmo tempo. Uma vibe boa, um groove bom e uma boa história, minha preferida no momento”.

O novo trabalho de Kai é batizado por sua própria gravadora, Aloha Records, lançada em março deste ano ao lado do seu sócio Guilherme Souza aka Digitalize e com um catálogo de peso em construção, com releases de Puka e TolinchiLove. “Lançar esse álbum na minha própria gravadora é uma forma de mostrar o quanto eu realmente estou dedicando importância a esse projeto e que vejo grandes avanços com ele”, pontua.

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Foto: divulgação

Para iniciar os trabalhos de  “The Philosophy of KZ” , Kai Zen dará alguns aperitivos do álbum em uma transmissão no domingo, 20 de junho, às 17h20, em seu canal no YouTube, com direito a um cenário sedutor e nas alturas. “Subimos todos os equipamentos por uma corda que colocamos rente a escada externa que dava acesso ao telhado do prédio. Foi um trabalho realmente cansativo, mas empolgante e eu estou bem feliz em poder apresentar esse álbum também em um formato de vídeo para todos que querem apreciar as minhas músicas”. Ative o lembrete!

E enquanto as pistas não retornam, terá mais live vindo por aí. Em breve ele apresentará um projeto com os amigos Bragança Lucas e Mazo. “Acho que meu lema é e sempre foi música boa, após o retorno às pistas os DJs vão sentir ainda mais a obrigação de entregar apenas o melhor do melhor ao público, sem chance de virar alguma música que por acaso possa cair na monotonia, já que a maioria das pessoas não ouve nada há muito tempo, vão estar sedentas e o DJ vai sentir isso”. Que venham então não é mesmo?!

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