Catálogo com gravações de David Guetta é adquirido pela Warner por U$100 milhões

Por redação

Foto de abertura: divulgação

Universal Music investiu U$1,7 bilhão em direitos musicais em 2020, incluindo mais de U$300 milhões em canções de Bob Dylan. Enquanto isso, a Sony Music confirmou que desembolsou U$1,4 bilhão em aquisições apenas até o final de maio deste ano. Hoje foi a vez da Warner Music fazer barulho, ao anunciar que adquiriu todo o portfólio do DJ produtor francês David Guetta. Um acordo para futuras gravações também foi acertado.

O Financial Times relata que o valor firmado superou U$100 milhões. Esta notícia é interessante primeiro por indicar que a estratégia da Warner hoje pode estar se inclinando para sucessos criados nos últimos 20 anos. Esses hits, em geral chamados de “catálogo raso”, têm desempenho particularmente bom em serviços de streaming do jeito que as coisas estão, mas quantos desses ainda continuarão fortemente transmitidos em 10 ou 20 anos?

Alguns analistas da indústria fonográfica acreditam que músicas como os sucessos mais conhecidos de Guetta terão queda na popularidade na próxima década. Outros apontam para o fato de que uma música como “Titanium” (feat. Sia), lançada há 10 anos, segue mantendo ótimos números nos serviços de streaming. Na realidade, Guetta continua sendo o oitavo artista do mundo no Spotify atualmente, com mais de 54 milhões de ouvintes mensais.

“É raro um artista não apenas definir um gênero, mas transformá-lo. David tem feito isso por mais de duas décadas. Ele continua a ter um impacto extraordinário na evolução da música de dança, enquanto inova e colabora com novas vozes de maneiras dinâmicas”, anunciou Max Lousada, da Warner Music. Em 2021, Guetta lançou singles incluindo “Bed” e “Heartbreak Anthem”, ambos entre os 10 maiores sucessos em todo o mundo.

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