A arte de aproveitar as oportunidades: conheça a DJ e produtora Fernanda Pistelli

Por assessoria

Foto de abertura: divulgação

Durante o ano pandêmico, a internet tomou proporções ainda maiores do que já tinha, e os artistas que souberam aproveitar a situação alcançaram números impressionantes, destacando-se cada vez mais no cenário da música eletrônica.

Quem apostou nas redes sociais e ganhou ainda mais espaço na cena underground mundial foi Fernanda Pistelli, DJ e agora produtora que, após as mais de 6 milhões de visualizações e 70 mil inscritos em seu canal do YouTube, lançou sua primeira track autoral “Reality Senses” ao lado de Boundless e Luiz M, atingindo países como Alemanha, Estados Unidos, França, México, Rússia e Índia.

Em conversa com a House Mag, Fernanda Pistelli conta cada detalhe por trás do seu sucesso. Inspirações, sonoridade, efeito da pandemia no projeto e no psicológico, aprendizados, números do YouTube e o que podemos esperar da carinhosamente chamada pelos fãs, “Nina Kraviz brasileira” daqui pra frente. Conheça mais a DJ que promete balançar o cenário underground. 

HM – Oi Fernanda, tudo bem? Vamos começar: apresente-se para as pessoas que não te conhecem. 

Oi pessoal! Tudo bem? Sou a Fernanda Pistelli, tenho 27 anos, sou natural de São Paulo capital, DJ desde 2015 e recém chegada no mundo da produção, com meu primeiro lançamento autoral. Há um ano ganhei mais destaque na cena após gerar conteúdos em vídeos no YouTube, que foram muito bem aceitos pelo público durante a pandemia, o que me fez explorar ainda mais esse lado de gravar sets e divulgá-los. Pessoalmente, aprecio muito a simplicidade da vida como ela é, vivo me inspirando através da minha conexão com a natureza, conversas profundas e ouvindo boas músicas, acredito que isso se reflete bastante em meu trabalho.

HM – Como você descreve sua sonoridade?

Se fosse para rotular em apenas um gênero específico seria techno, porém, ele puxa um pouco para o lado do psy e um pouco de minimal. Então, o mais próximo acredito que seja o psy-techno.

HM – Quem era a Fernanda antes e, agora, durante a pandemia?

Antes eu tinha minha agenda de apresentações e costumava tocar aos fins de semana, porém na pandemia meu trabalho foi mais reconhecido através dos vídeos que divulguei, o que me motivou bastante durante esse período de isolamento a me desenvolver e pensar como as coisas serão assim que os eventos retornarem. Busco constantemente me desenvolver de uma forma íntegra, pois acredito que isso se reflita bastante no que apresento às pessoas e a pandemia foi um ótimo momento para essa introspecção e análise geral sobre tudo.

HM – Como surgiu a ideia de começar a gerar conteúdos para o YouTube? Como era o seu canal antes e como ele está agora?

Foi após a repercussão positiva do meu vídeo no Universo Paralello, que atingiu uma marca muito grande de visualizações em pouquíssimo tempo. Enxerguei muito potencial em usar esse canal para apresentar meu trabalho, já que estávamos sem eventos e tocar é algo que eu amo fazer. Então pensei:  “por que não?.” E foi seguindo essa intuição que iniciei as minhas sessions em casa, que deram muito certo, e me motivam a continuar entregando algo diferente e inovador.

HM – E em relação à produção, você lançou recentemente sua primeira música, “Reality Senses”. Descreva o processo para nós, tanto emocionalmente, quanto tecnicamente.

Acredito que na vida nenhum encontro acontece por acaso e através da música pude fazer conexões com pessoas incríveis, e essa collab aconteceu entre três projetos onde ninguém se conhecia pessoalmente, então foi tudo à distância. Nós criamos um grupo de WhatsApp e fomos compartilhando ideias que ressoavam muito com esse lado quântico, acho que todos nós estávamos ligados de alguma forma. A partir daí criamos o primeiro loop e fomos escrevendo a história. Fiquei muito feliz com o resultado! E grata por poder ter a tecnologia ao nosso favor, possibilitando enviar os arquivos de áudio instantaneamente para que cada um pudesse manipular de acordo com seu sentido de realidade [rs]

HM – Quais suas inspirações femininas?

Difícil citar nomes, pois acho que me inspiro nas qualidades de várias, mas, acho que dentro da música minhas principais inspirações são Nina Kraviz, Thatha (Altruism) e ANNA. Penso que cada ser humano tem sua particularidade inspiradora e eu observo muito isso. Hoje fico muito feliz de ver as mulheres em maior número na cena eletrônica, é uma grande conquista!

HM -E quais aprendizados nos últimos 365 dias?

Só podemos ganhar e perder o controle de nós mesmos porque a vida continua! Por isso, temos que fazer sempre nosso melhor e muitas vezes isso significa pausar. A pandemia nos mostrou que estávamos em um ritmo acelerado, então foi preciso fazer um trabalho de reflexão, olhar para si, para o outro, para o mundo e nossos atos. Senti que esse último ano me trouxe muita consciência e talvez se tudo estivesse “normal” nem nos daríamos conta de que precisávamos mudar.

HM -Para finalizar: o que podemos esperar de Fernanda Pistelli quando tudo isso acabar?

Me esperem com muita energia para tocar o que não toquei em 2020 e apresentar muitas novidades que venho preparando. Não vejo a hora de sentir a conexão com a pista, olhar nos olhos de quem está me ouvindo, poder sorrir, sentir, dançar muito e viajar! Meus olhos brilham só de imaginar!

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