Por Luiza Serrano
Foto de abertura: divulgação
Os mineiros têm fama de gostar de uma boa resenha e bate-papo, imagina, então, quando dois amigos de longa data se reúnem para um projeto que tem essa intenção, trocar ideia!?
KVSH e Saulo, integrante do projeto Disorder, lançaram no final de 2020 a sua própria gravadora, a Lemon Drops e, após uma sequência de releases de produtores brasileiros, deram um passo a mais e criaram o Lemon Cast, um podcast presencial e 100% informal, com a participação de DJs e produtores.
E quase que a máxima dos mineiros bons de papo que começamos essa matéria não foi levada ao pé da letra. “Nosso nome quase foi PÃO DE CAST! Que é um ótimo nome para um podcast mineiro, não roubem esse nome [rs]. Mas, no fim das contas, quisemos unir tudo com nossa gravadora e decidimos por Lemon Cast, que também é muito legal”, se diverte Luciano (KVSH).

KVSH – Foto: divulgação
A ideia surgiu com as lives realizadas pelos label bosses nos últimos meses, nas quais eles davam feedbacks de tracks enviadas para o site, e com a própria facilidade dos produtores em se comunicarem. “O Luciano sempre foi uma pessoa que ama uma boa resenha. É fácil ficar conversando com ele durante horas e horas sem parar, e os anos na estrada ajudaram bastante nessa desenvoltura de saber o que o artista gosta ou não gosta de falar. Já para mim, sempre sonhei em ter um canal do YouTube para falar sobre o que desse na minha cabeça na hora, e senti ali, no Lemon Cast, que consigo entregar minha personalidade do dia a dia da maneira mais verdadeira possível, principalmente, por já ter o feeling deste cotidiano maluco que a galera passa”, percebe Saulo.
Foram dois meses estudando a melhor forma e local para realizar as gravações do podcast que conta com a parceria da We Are Coral, em Belo Horizonte. “As gravações acontecem em uma sala na região da Savassi, em Belo Horizonte, em uma das maiores redes de escritórios compartilhados do mundo, a We Work”, afirma KVSH.

Saulo (Disorder) – Foto: divulgação
Já foram ao ar os podcasts com Breaking Beattz, Dirtyloud e The Fish House. “A experiência foi muito positiva! Claro que ainda temos que melhorar. Na primeira edição, tivemos uma câmera muito escura. Já na segunda alguns dos microfones estavam muito baixos, mas, tudo isso vamos aprendendo e aprimorando com o tempo. Ainda não temos uma equipe profissional por trás de tudo. Somos eu, o Luciano e alguns amigos ajudando lá na hora com que podem”, revela Saulo.
Mesmo com todos os desafios do início de um projeto como esses, o feedback do público tem sido animador. “Acho que o público da música eletrônica acaba se sentindo representado, até pela falta da voz dos artistas pequenos e médios nos maiores podcasts brasileiros no momento”, compartilharam os produtores.

Breaking Beattz no Lemon Cast – Foto: divulgação
De acordo com os anfitriões, ainda não há um planejamento a médio e longo prazo para o projeto, devido a rapidez e a espontaneidade que o podcast tem se desenrolado, mas, um fato é certo, além de dar espaço para a crew da música eletrônica, há intensão de expandir o programa. “Nossa ideia inicial é expandir para toda base do entretenimento em geral. Seja ele focado na música eletrônica ou não. As primeiras edições serão focadas em DJs com uma fã base já instalada, mas, em breve, ampliaremos nosso cardápio artístico”, conta Saulo.
E, com exclusividade para a House Mag, já temos spoilers dos próximos convidados: Almanac, um produtor que é um dos queridinhos da STMPD Records, “e uma representante de uma tal revista de música eletrônica brasileira”. Façam suas apostas!
