Nova vida a caminho, lives, eventos, gravadora e mais: batemos um papo com o duo Doctor Jack

Por publieditorial

Foto de abertura: divulgação

Eles dividem mais do que apenas o palco, o b2b mais sincero acontece mesmo é na vida real. Jaquelí Carla e Gabriel Ribeiro formam o Doctor Jack, projeto que já embala pistas pelo Brasil há mais de seis anos com um som voltado, principalmente, ao house e tech house. No trabalho de estúdio, eles carimbam essa essência com um misto de percussão, groove e hook’s contagiantes, com lançamentos nas principais gravadoras brasileiras além da  renomada CUFF dos boss Amine Edge & Dance, sem contar seu próprio selo – Traxford Records, que já soma quase 60 releases no total.

Hoje, também, integram o time de DJs residentes do Field Club, em Santa Catarina, e possuem sua própria label party, Time to Dance e a tradicional festa B-day Doctor Jack & Friends. Com novidades importantes pela frente que, inclusive, devem impactar a atuação do projeto nos próximos meses, Jaquelí e Gabriel falaram com a gente sobre tudo o que tem rolado na carreira ao longo dos anos e deram uma palinha do que vem por aí!

HM – Casal! Tudo bem? Vocês iniciaram o projeto em 2014, mas, antes disso, ambos já tinham uma carreira individual? Como foi o começo dessa união?

Olá, pessoal! Obrigado pelo convite, tudo ótimo por aqui! Quando nos conhecemos ambos já eram apaixonados e fascinados pela música eletrônica, Gabriel com 17 anos se envolvia em pequenos eventos e tocava como hobby e, eu (Jack), nessa mesma idade, estava começando a frequentar o Warung. Desde então não perdia um feriado sem estar lá, meus ouvidos já apreciaram muita música boa, em 2012 fiz Aimec edição Chapecó – SC. Em 2014, Gabriel cursava Medicina e eu (Jack) direito, hoje, formados.

Nos conhecemos em um encontro na casa de um amigo, foi engraçado. Lembro que quando eu cheguei estava tocando um minimal 128 BPMs e perguntei para Gabriel se podia colocar uma música, lembro que coloquei “Dreams” (versão do Deep Dish) que era uns 118 BPMs, ele veio até mim e disse: “moça, sua música é muito ruim’” acho que foi o impacto dos bpms que fez ele sentir isso. Hoje “Dreams” é nossa música [rs].

Depois de um tempo, nos reencontramos em uma festa e foi conexão desde então. Em seis meses de namoro criamos o projeto Doctor Jack, em abril de 2021 faz sete anos que não nos desgrudamos mais, conectamos a vida, não apenas no amor pela música, mas, no seu contexto geral. Temos muito em comum e cada vez nos tornamos mais parecidos, sempre mudando e evoluindo juntos, principalmente, aprimorando os gostos musicais em estúdio e nas pistas, onde no início era um hobby, hoje é trabalho e conciliamos de forma agradável e feliz com nossas profissões particulares, somos eternos apaixonados pela música e um pelo outro! Como diz o ditado: “casal que curte junto, permanece junto”.

HM – E qual foi a primeira grande conquista de vocês com o projeto? Aquela que começou a colocar o Doctor Jack em evidência no cenário?

A primeira grande conquista foi a residência no Field Club (Papanduva-SC), a festa de nove anos do club sem dúvidas ficará marcado em nossas memórias para sempre. Logo após tivemos suporte do LouLou Players e também do Amine Edge em nossa música “Funny Tools” pela CUFF. Na sequência tocamos no Universo Paralello. Outra grande conquista foi nossa estreia e, também, permanência nos lines do Amazon Club (Chapecó – SC), com certeza isso mudou a visibilidade do nosso projeto.

HM – Logo na sequência, vocês também lançaram a Traxford Records e abraçaram diversos artistas até assinarem o primeiro release de vocês, em 2016. Como tem sido administrar a gravadora ao lado das outras frentes de atuação?

A Traxford Records foi fundada pelo nosso grande amigo e sócio Vinnci, quando nos conhecemos já firmamos essa sociedade que, hoje, conta também com o duo Liquified e o A&R Baracy. Juntos estamos trabalhando para evoluir, com lançamentos recentes dos artistas Espanhóis Kevin Corral e Tyler Coey a gravadora ganha visibilidade também no cenário internacional.

HM – E com a paralisação dos eventos, vocês conseguiram aproveitar o tempo com o trabalho de estúdio? 

Com certeza, estudamos intensamente durante essa pandemia, podemos dizer que não paramos um dia se quer, estamos com vários lançamentos para os próximos meses. Aproveitamos também para viajar por outras frequências, produzir um som um pouco fora da nossa caixa e ocupar nosso tempo para evoluir.   

HM – No geral como estão lidando com esse momento de pandemia? Além da produção musical, no que vocês investiram tempo ao longo desses meses?

Nós não paramos, mantivemos o foco em aprender mais sobre a música e além da música eletrônica, buscamos mergulhar no universo dos artistas de vários estilos musicais, como blues, rock e o pop. Investimos nosso tempo em entender melhor sobre esse universo, isso nos fez compreender a missão que temos pela frente.

HM – Legal! E uma grande aposta nesse período foi a gravação de lives também, né? Achamos incrível aquela no meio da Usina Eólica, como surgiu essa ideia e como foi a experiência de gravar por lá?

Em busca de novas paisagens, no retorno do Field Club passamos pela usina e foi onde deu origem a ideia. Foi trabalhoso mas valeu a pena. O Tio Ebra (Ebraim Martini) — um gênio, diga-se de passagem — conseguiu captar nossa ideia e desenvolveu um trabalho magnífico. Fizemos um som um pouco diferente do que apresentamos nas pistas, o momento e a energia do local nos fez mergulhar em outros universos.

HM – Tocar para o público faz falta né? Mas, recentemente, vocês subiram no palco de um evento com distanciamento social na Amazon e no Field como foi?

Passamos seis anos tocando e produzindo eventos, sentimos bastante esse impacto principalmente pela conexão física com o público. Retornar aos palcos nesse novo formato foi uma experiência nova, tanto no Amazon quanto no Field, são vários sentimentos juntos de brilhar os olhos de emoção, aproveitamos a oportunidade para agradecer o carinho de sempre do nosso público! Esse novo recomeço é emocionante, não apenas para nós que respiramos música, mas, para os apreciadores dela, música é um combustível universal e cultural, saciamos um pouco dela de outra forma nesses meses, mas, nada se compara ao velho e bom estilo de curtir.

HM – Ficamos sabendo que em alguns meses o duo vai virar “um trio”, é isso mesmo? Tem uma vida nova a caminho?

Sim, exatamente! Na verdade já somos um “trio” [rs]. Jack está com 23 semanas e vem aí uma garotinha, Flora Adana, que inclusive já subiu em três palcos na barriga da mamãe! Uma nova vida é algo incrível, principalmente nesse novo momento da humanidade, Flora já é muito amada e esperada, sentimos isso em cada evento que estamos participando.

HM – Imagino que vocês já devem estar pensando em como vão fazer para tocar antes e após a gravidez da Jaquelí, quais são os planos?

Um filho já estava nos nossos planos e aproveitamos o momento sem eventos para gestar essa nova vida, Jack está sempre em movimento e sua gestação está super tranquila, os planos é tocar até quando se sentir bem, aproveitando os cuidados médicos do papai [rs]. O após acreditamos que também será tranquilo, vamos ter auxílio e ainda não sabemos como o cenário vai se comportar até lá, mas, ficar longe dos palcos não está nos planos.

HM – E pra fechar, tem alguma novidade musical pra essa reta final do ano que vocês gostariam de compartilhar? Obrigado pelo papo!

Para essa reta final do ano temos alguns lançamentos agendados, lançamos em novembro o EP “Retrospective”, pela gravadora Soundscape, em dezembro, lançaremos pela gravadora House Machine, e janeiro de 2021 Valorize Groove, além da gravadora internacional Material Series, do renomado Mihalis Safras. Também já está no forno o EP “Flora” em homenagem a nosso filha, fruto de muito amor e música. Vamos amar compartilhar tudo com vocês, obrigado!

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