Por Jonas Fachi
Foto de abertura: Ryan Papa
A soma pouco provável de um brasileiro e um australiano é o que dá vida a Lost Arcade. Conexão mental que possui mais de uma década de amizade, porém, foi preciso um momento histórico da humanidade para abrir-se uma fenda sonora que eles inconscientemente sempre vislumbraram.
O mundo não parou para Felipe Callado e Ryan Papa, seus ímpetos por reinvenção constante fez buscarem novos horizontes mesmo quando tudo parecia estar caindo. Felipe, baseado em Paris. Ryan, em Sydney, passaram o ano de 2020 criando convergência musical dentro do estúdio até perceberem que possuíam elementos suficientes para um primeiro álbum.
Tudo se encaixou; dois artistas com vasta experiência em todos os espectros da dance music. Dois produtores com apreciação de expoentes globais como Hernan Cattaneo. Dois DJs aficionados por música com nuances cinematográficas, progressivas, imersivas e transcendentais. O projeto live de Lost Arcade abordará a alma de seus ouvintes com essas temáticas, enquanto preenche o corpo com doses de intensidade rítmica.
Para dar o cartão de visitas do tipo de música que eles apresentarão ao vivo, o duo disponibilizou duas primeiras faixas intituladas “Rose Moon” e “Aldebaran”. “`Rose Moon` será a track de abertura do nosso show que vai ser em formato live. É uma track bem densa, que começa em breaks e depois muda pra um 4×4. Nossa ideia aqui foi causar uma grande tensão e depois soltar com bastante energia”, comentam.
A segunda música, “Aldebaran”, é a faixa pensada para ser a última do show. “É uma track carregada de sentimentos, pois ela nasceu e foi composta em homenagem a alguém muito especial para mim, o meu avô, falecido há três anos”, destaca Felipe.
O curioso desse trabalho é que ele termina de maneira inesperada, com uma energia muito maior que você espera ao começar a ouvi-lá. Ela começa com um pad e acordes suaves, e pouco a pouco vai contando sua história até chegar em melodias bem marcantes que são bem diferentes da sensação que você tem ao ouvir o início dela. Possuindo quase nove minutos, que é algo que vai de encontro com o estilo mais progressivo, “Aldebaran” se transforma em uma jornada dentro de uma track.
