IsolAMEnto: Festival On-line do Bloco do AME apresenta sua última edição histórica

Por redação

Foto de abertura: divulgação

A véspera de Carnaval no Rio de Janeiro, desde 2017, é marcada pelo maior bloco de música eletrônica do país, o Bloco do AME. Idealizado no movimento de democratização da música, com a sigla “Amamos Música Eletrônica”, a festa recebe cerca de 30 mil foliões nos jardins do MAM todo ano e tem destaque por seu pioneirismo de mesclar grandes nomes da cena com novos talentos. Durante a pandemia do Covid-19 não poderia ser diferente.

whatsapp_image_20200827_at_21.48.48_500.
Foto: divulgação

“O maior b2b do mundo”, como é apelidado, inovou durante esse período e trouxe música para dentro da casa das pessoas todas as sextas durante dois meses. As lives foram apresentadas no mesmo formato da festa, 12 horas seguidas com sets de tirar o fôlego, agitando as noites do fim de semana. Além disso, foi uma das primeiras lives parties do país, na qual os internautas podiam desfrutar de um ambiente virtual, tendo uma experiência única.

Durante essa maratona, foram cerca de mais de 60 DJs se apresentando, das mais variadas vertentes, tendo como propósito trazer a esperança de que dias melhores virão e que a união é a chave para a reviravolta da cena eletrônica na cidade após a pandemia. Sua última edição virtual será esse final de semana, dias 29 e 30 de agosto, no próprio canal do Bloco do AME no YouTube, e tem tudo para ficar na história.

whatsapp_image_20200827_at_21.40.47_500.

Conheça mais sobre a história do Bloco do AME

Em meados de 2008, após a Rio Music Conference, André “Chocolate” Silvestre, contador e conhecido entusiasta da música eletrônica, e mais alguns amigos da cena como Henrique e Bruno, queriam trazer de volta para o Rio de Janeiro a época áurea do início dos anos 2000, marcada pela Rio Parade. O mesmo também já fez parte da organização de tradicionais eventos na cidade como RIO ME, FAU e RUA. A ideia era mesclar diversos artistas das mais variadas tribos e vertentes, representando a diversidade presente na cena carioca. Porém, o primeiro Bloco do AME só foi acontecer quase 10 anos depois, no carnaval de 2017.

De lá para cá, todas as edições ficaram marcadas na história da cidade, variando de dois a três palcos de música de qualidade mesclando jovens talentos com nomes como: DJ Meme, Léo Janeiro, Flow e Zeo, Marcelo Cic, Roger Lyra, Amanda Chang, Jay B, DJ Glen, entre outros, que são patrimônio da cena eletrônica brasileira e mundial.

whatsapp_image_20200827_at_21.39.53_500. 
Foto: divulgação

Em 2020, com o momento atípico que o mercado de eventos vem passando, o Bloco do AME, junto com diversos artistas, propôs um festival virtual de tirar o folêgo. Foram mais de 100 horas de sets divididos entre variadas localidades, tanto na casa dos próprios artistas, como nos estúdios da Secret Agency, da AIMEC e paisagens incríveis a céu aberto. Segundo algumas informações privilegiadas, o AME não vai parar de inovar e, para o Carnaval do ano que vem, pretende trazer um palco de open CDJ, no qual o público pode levar pen drive e virar algumas músicas, tendo a experiência de com é uma performance de DJ.

E aí, preparado para o último final de semana do IsolAMEnto?

Fique por dentro