Nova realidade equaliza patamar entre DJs. Entenda a opinião de uma das lendas do hip-hop, DJ King

Por Luiza Serrano

Foto de abertura: divulgação

Batemos um papo com a lenda do hip-hop DJ King, em uma live em nosso Instagram. O paulistano vai muito além do seu recorde no Guinness Book de 120 horas e 19 minutos, mandando durante cerca de cinco dias aquela sonzeira no toca discos, em 2011.

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DJ King  – Foto: divulgação

Ele deu uma aula de música, gerenciamento de carreira, ideias para a quarentena e boas histórias. Lá atrás, quando não se falava em press kit, ele já carregava o seu anuário, no qual disponibilizava fotos e informações sobre o seu projeto. Foi pioneiro, o que o ajudou a alavancar o número de gigs, aumentar a suas residências e confirmar o seu passaporte para a participação no Guinness Book.

Entre várias dicas importantes para DJs e produtores, ele comentou sobre as lives, e mandou uma visão pertinente. Anota aí!

Com a quarentena houve de certa forma um nivelamento entre os DJs. Não há cachês maiores ou menores, porque não há gigs e não há previsão para o retorno do setor de entretenimento à rotina. A live foi o recurso encontrado para manter o diálogo com o público, apresentar novas produções e interagir. “A quarentena, na minha visão, está nos obrigando a fazer coisas mais tecnológicas. O avanço digital está acelerado”, contou King.

“A minha visão é que é a primeira vez que temos a oportunidade de equiparar a DJs do mundo todo na mesma hora. Estamos em um patamar quase igual ao dos gringos, oportunidade de bater de frente”.

Apesar de não estar fazendo lives pelo Instagram ou Facebook, devido as plataformas terem uma política de direitos autorais extremamente restrita, King tem utilizado o Twitch para divulgar o seu som, montando um conteúdo especialmente para seu perfil, incluindo uma live de 24 horas que está em processo. “Estamos levando o nosso público para um canal que não corte a gente ao vivo”, afirma.

E não é necessário mega produções a lá David Guetta, Martin Garrix ou Alok. De acordo com King, nas lives não estamos falando só de técnica, mas, também, visual, comunicação, transmissão, qualidade da câmera, do som. “O cara não precisa ser fodástico tecnicamente, mas se ele fizer tudo direito, mixou bem, mandou tudo redondo, ele é o melhor. As vezes o cara faz um som incrível, mas a imagem é péssima”.

Assistindo lives do mundo inteiro, DJ King puxou a orelha da galera. No bate-papo, ele pontuou sobre uma boa iluminação, criação de um contexto e de se fazer uma programação, unindo qualidade a periodicidade. “Põe uma luz na cara, vocês fazem live no escuro. Você quer que uma pessoa te assista, mas está no escuro, tudo apagado. Se vai fazer uma parada que seja de qualidade”.

O investimento para elevar o patamar das suas lives não precisa ser alto. Dedicação, empenho e boas ideias podem render um ótimo resultado. Ah, e ele deu uma dica de live que tem um ótimo formato e energia lá em cima: “Baile do Ganja”, também peo Twitch!

Confira o bate-papo com King apresentado por Jay Mariani!

 
 
 
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@kinguinness vai muito além do seu recorde no Guinness Book! Nesse bate-papo com @jaymariani_ , ele deu uma aula sobre música, carreira! Inspirador!

Uma publicação compartilhada por House Mag (@housemag) em6 de Jun, 2020 às 10:59 PDT

 
 
 
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@kinguinness vai muito além do seu recorde no Guinness Book! Nesse bate-papo com @jaymariani_ , ele deu uma aula sobre música, carreira! Inspirador!

Uma publicação compartilhada por House Mag (@housemag) em6 de Jun, 2020 às 11:52 PDT

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