Meduza à brasileira

Por Irena de Almeida

Fotos: divulgação

Eles são os três produtores italianos que lançaram os maiores hits de 2019, reavivando a house music nas pistas de todo o mundo. Mattia Vitale, Luca De Gregorio e Simone Giani formam o Meduza, projeto indicado aos prêmios Grammy pela imensa “Piece of Your Heart”, tocada em pistas da Groenlândia à Terra do Fogo. A jornalista Irena de Almeida bateu um papo virtual com Mattia Vitale, pouco antes da turnê de Carnaval do projeto, pelo Brasil. Confira!

HM – Qual a história por trás do nome “Meduza”? Lendas urbanas rolam por aí, por isso, deixamos para vocês contarem como realmente foi [rs].

Meduza é um personagem sombrio e forte da mitologia grega. Pensamos que o nome se encaixava perfeitamente no estilo de house music que queríamos criar.

HM – A house music andou escondida, exilada. Alguns tiveram a coragem de decretar sua morte. Mas hoje, muitos DJs do mainstream brasileiro, por exemplo, têm escolhido alguns momentos de house music para os seus sets. Do tech house ao pop, isso vem acontecendo com cada vez mais força. “Piece of Your Heart” é grande responsável por isso. Vocês acreditam que a house music mainstream é um movimento que voltou para ficar? 

Absolutamente! House music é a raiz de toda música dance, acreditamos firmemente no poder dela e em seus efeitos no mundo. A house music une pessoas de todas as esferas da vida para dançar e apreciar boa música.

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HM – Falando sobre as apresentações ao vivo com Goodboys e Becky Hill. Duke Dumont também andou tocando ao vivo, com banda, recentemente. Isso resgata um formato mais clássico de apresentação da house music, que andou esquecido nos últimos 30 anos. Vocês acreditam que as live performances podem voltar a acontecer mais naturalmente? Qual a importância de se fazer música eletrônica executada ao vivo, não apenas pelo DJ set?

É incrível que vivemos numa época em que é possível tocar um set de DJ num show, e no próximo podemos tocar as faixas em um set semelhante, ao vivo. Traz uma energia totalmente diferente para a música. Sim, somos DJs, mas no fundo somos músicos e poder tocar as faixas que fizemos ao vivo é uma grande adrenalina!

HM – A indicação ao Grammy. Como vocês receberam a notícia? Vimos que vocês curtiram muito o show do Run DMC pelos instastories, na premiação. Como foi a experiência como um todo, para vocês?

Os Grammys foram uma experiência surreal para todos nós, depois de assistí-los na TV por anos, fazer parte disso foi mágico e uma grande motivação para nós. Nos sentimos vencedores apenas pela indicação, se alguém dissesse há 18 meses que estaríamos nos Grammys, perdendo para o Chemical Brothers na categoria de melhor gravação de dance, diríamos que eles eram loucos. Quanto ao Run DMC, o que podemos dizer? The real OG’s, ao vivo foi fantástico vê-los!

HM – A indicação ao Grammy mudou alguma coisa na sua relação com o mercado de música? Existe um “antes e depois” do Grammy para Meduza?

Na verdade, não, mas certamente nos motivou a tentar mais uma indicação, se trabalharmos duro para isso.

HM – Em comparação à turnê do ano passado, o que o público pode esperar do que verá neste Carnaval?

Para o Carnaval estamos trazendo “A” festa para vocês! Vamos lá, Brasil! É o seu Carnaval, vamos festejar!!

HM – É a primeira vez do projeto no sul do Brasil, mais especificamente no Green Valley. Como está a animação e ansiedade para encarar um palco tão lendário?

O Green Valley ocupa um espaço alto na minha lista de locais onde tocar, então, estou muito animado para estar lá! 

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