Warehouse Connection: mergulhando no balanço e na história do jackin house

Por Décio Freitas e Dudu Palandre aka Anhanguera

Foto de abertura: ZOOE

Se você é um houseiro de plantão, já deve ter ouvido falar sobre o jackin’ house. A vertente que se tornou mais popularizada nos sites de vendas — ganhando categorias tanto no Beatport como no Traxsource —na realidade tem seu início lá atrás, junto com os primeiros passos da própria house Mmusic. O termo jackin’ se refere a um movimento de dança freestyle, com coreografias ondulatórias que começou nas pistas do house de Chicago ainda na década de 80.

Com a evolução da house music, sonoridades mais enérgicas com batidas rápidas e vocais com referências na disco music, r&b, funk e soul começaram a ganhar destaque, apresentando um tom mais celebrativo e efusivo do que o próprio house clássico. Foi então que a vertente passou a ser chamada de jackin’ house, misturando a força da bateria do old school, com hats abertos e bem preenchidos, percs mais secas, bassline com grooves salientes e cheios de presença, além de elementos característico da disco clássica, como metais, strings e alguns synths.

Assim como a definição de seu próprio nome, quando o jackin’ toca numa pista, é aquele velho bordão: impossível ficar parado. Dinâmico em sua estrutura, o swing do estilo injeta boas doses de energia com suas batidas geralmente acima de 127 BPM, instigando uma dança calorosa e ao mesmo tempo sensual, efervescendo qualquer dancefloor. 

O gênero tem sua bandeira hasteada pelos pioneiros Chip E., com o clássico EP de 1985, “Jack Trax”, que tornou ainda mais clássica a faixa “Time to Jack”. 

Logo depois, veio Farley “Jackmaster” Funk com as lendárias “Jack’n the House” e “Jack The Bass”, ambas pela icônica gravadora Trax Records. 

E ainda no mesmo grupo de pioneiros, não podemos deixar de mencionar o mestre Steve “Silk” Hurley que imortalizou o termo “Jack” com “Jack Your Body”. 

O jackin’ hoje vem ganhando novas formas, porém sempre evidenciando suas raízes originárias. Nomes como Mark Farina, Sony Fodera, Hector Moralez, Phill Weeks, Honey Dijon, Harry Romero, Nate Laurence, seguem levantando a bandeira do jackin’ house. Vale ainda relembrar esse set de 2011 do mestre Derrick Carter que representa bem a essência enérgica do estilo que inclusive conta com uma faixa do Anhanguera, “Hot Jazz in Ya Face”.

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