Por redação
Foto de abertura: divulgação
A disparidade de gênero na música eletrônica ocorre desde sempre, mas de acordo com o IMS Business Report divulgado recentemente essa diferença tem diminuído. As informações coletadas anualmente pelo International Music Summit usa como base o volume de pesquisas no Google gerado através do Top 100 da DJ Mag, com as mulheres tendo presença aumentada.
Embora tenha contado nos últimos anos com expoentes tradicionais em posições inferiores, é fato que mais mulheres estão sendo votadas pelo público. A edição 2020 do ranking listou 13 delas (antes 8 em 2019 e 6 em 2018), incluindo cinco novas aparições. Na vigésima posição, e na frente pela nona vez, figurou a dupla Nervo, seguida por Charlotte de Witte em 32º lugar.

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Outra questão interessante para ser analisada é a representação concentrada em poucos países. A maior porcentagem de artistas `ranqueadas` continua com a Holanda, em 11%, com Alemanha e Espanha na faixa dos 10%, além de Reino Unido e Austrália logo atrás. O EUA segue na oitava posição com menos de 5%, de acordo com os dados apurados pela pesquisa.
Mesmo em 2020, as mulheres ainda são minoria na programação dos eventos, representando apenas 4% das buscas, de acordo com o relatório. Há numerosos artigos de opinião e filmes cobrindo essa disparidade, como o documentário “Underplayed”. Apesar de os números apurados provarem que estamos indo na direção certa, há muito mais progresso a ser conquistado
