Eric Prydz mergulha no universo da realidade virtual em série de apresentações inédita

Por Rodolfo Conceição

A pandemia de Covid-19 fechou clubes e cancelou eventos em todo o mundo, deixando em casa artistas acostumados a girar o mundo em turnê, mas também acelerou a adoção de novas tecnologias no mundo da música, criando diversas oportunidades para quem decidiu desbravar mundos digitais para além das lives que inundaram o início da quarentena. O DJ e produtor Eric Prydz é o mais recente deles, anunciando na última quarta, 30, uma série de apresentações no metaverso PRISM, um dos universos digitais desenvolvidos pela empresa Sensorium.

O sueco se apresentará em um mundo virtual criado justamente para oferecer uma experiência inovadora em realidade virtual, onde o público cria avatares para se jogar na balada, curtindo não só a música como a interação com os outros usuários. O conceito ainda pode parecer estranho para quem gosta de uma pistinha quente e lotada, mas é uma tendência que tem ganhado força. Além de Prydz, outros grandes nomes como Carl Cox, Black Coffeee e David Guetta já anunciaram parceria para se apresentarem no Sensorium Galaxy, nome dado à galáxia que abrigará os diversos metaversos.

“Acredito que os metaversos estão levando os eventos digitais para um próximo nível, o que é um dos principais elementos que me atraíram para esse projeto. Trabalhar com tecnologia de ponta para entregar performances especiais sempre foi o meu objetivo e da minha equipe, mas agora levar o que fazemos em um espaço físico para um ambiente digital, criando infinitas possibilidades, é muito animador!”, comentou Prydz, que ficou mundialmente famoso pela superprodução que marca suas apresentações ao vivo, que vão muito além da música em si.

Prydz também fez parte da campanha de revelação da marca Sensorium Galaxy intitulada “The Chosen Ones” (em inglês, os escolhidos), que mostra a escolha dos principais artistas terráqueos que foram escolhidos para entrar no metaverso. O primeiro vídeo apresenta um pouco do conceito de PRISM, que envolve apresentações disponíveis em diversos ângulos, tanto do público como uma visualização em primeira pessoa da posição do DJ, e muita interação social. Os usuários também podem personalizar seus avatares, comprando itens digitais com o uso da tecnologia de contratos inteligentes da blockchain da rede da Sensorium.

Enquanto os eventos presenciais ainda vivem um momento de indefinição por conta do surgimento de novas variantes do novo coronavírus que adiam repetidas vezes a reabertura total das economias ao redor do mundo, essas novas tecnologias e experiências vão ganhando terreno e serão cada vez mais presentes na rotina de artistas e fãs. Resta saber se elas se estabelecerão realmente como tendência, impulsionada pela síndrome FOGO (fear of going out, ou medo de sair) que aflorou em muita gente por conta do isolamento, ou se a volta dos eventos no formato como estamos acostumados vai frear o avanço desse novo tipo de experiência.


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