Série de eventos teste em Liverpool reunirá clubbers presencialmente

Por redação

Foto de abertura: divulgação

Nos dias 30 de abril e 1º de maio, 3 mil pessoas comparecerão ao Bramley-Moore Dock em Liverpool, na Inglaterra. Uma doca semiabandonada as margens do rio Mersey, que sediará dois eventos do DJ e produtor de techno Yousef, do Circus Music.

 
 
 
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O evento faz parte do Programa de Pesquisa de Eventos (ERP) do Governo de Liverpool, que testará com todos os protocolos de segurança reuniões em massa em casas noturnas, estádios, teatros e shows com voluntários. O objetivo é coletar evidências e entender as melhores práticas – e seguras – para a retomada do mercado do entretenimento na cidade.

Os interessados em contribuir com a pesquisa deverão morar em Liverpool e serão sujeitos a um teste rápido antes do evento e em período posterior à realização.

Vale lembrar que, no final de março, 5 mil pessoas lotaram um show teste e presencial em Barcelona. O resultado do evento experimental estará disponível a partir do dia 10 de abril, quando em conjunto com o Ministério da Saúde de Barcelona/Catalão, conhecerão a incidência e o total de casos positivo e negativos decorrentes da realização da apresentação. Saiba mais detalhes aqui.

Claire McColgan, diretora de Cultura e Turismo em Liverpool, afirmou ao jornal Liverpool Echo que a cidade é um pólo de eventos e, por isso, todos estão satisfeitos pela parceria do Governo com a Universidade de Liverpool e vários espaços e produtores locais para planejar essa série de eventos piloto. “Nossa experiência como cidade piloto para testes em massa significa que temos o conhecimento e a infraestrutura para entregar projetos com segurança e, realmente, esperamos poder ajudar a fornecer as evidências para garantir que o setor seja capaz de abrir de forma mais ampla em todo o país nos próximos meses”.

O CEO da Night Time Industries Association, Michael Kill, disse em comunicado que, embora o desenvolvimento da pesquisa fosse bem-vindo, ele teme que a realização dos eventos testes dê apenas uma visão aguda dos desafios que serão enfrentados em ambientes tão únicos como os clubs. “Gostaríamos de receber mais envolvimento do Governo para considerar outros pilotos em um escopo mais amplo de negócios para a indústria noturna”, afirmou. 

No início do ano, a Night Time Industries Association descobriu por meio de pesquisa com mais de 20 mil empresas, que 85% dos profissionais que trabalham na economia noturna estão pensando em deixar o mercado e, que 78%, já largaram o setor.

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