Por Luiza Serrano
Foto de abertura: Christiano Wagner
No passaporte, 16 países, passando pelos quatro continentes. Isso sem falar das turnês pelo Brasil, com apresentações em grandes clubs, eventos e festivais. Dirtyloud foi um dos principais nomes nacionais dos anos 2000 e, agora, Marcus, DJ e produtor por trás do projeto, volta à cena após um hiato de três anos para apresentar a sua melhor versão.
“Precisei me reinventar”. Essa afirmação do artista mineiro parece clichê, mas, é o segredo de carreiras sólidas, e o recente top #10 no New Coming Tracks e top #100 Overall do 1001Tracklists, com a sua faixa de retorno “Running Back”, pela gravadora do Hardwell, a Revealed Recordings, comprova isso.
“Fazia um estilo de som que estagnou e precisei me reinventar. Estou há cerca de três anos estudando essa evolução minha, sobre o que fazer, o que eu acredito, o que me agrada. Não consigo fazer algo só porque está bombando, só faço o que eu gosto”, explica Dirtyloud. E o que será que Marcus gosta?
Sempre rodeado pelo house desde os 12 anos, quando começou a tocar, o artista migrou para subgêneros, mas, nunca saiu dele. Foi no eletro house que o Dirtyloud viu seu nome explodir em terras brasileiras e muitos além das fronteiras nacionais. Mas, não foi preciso uma pandemia para perceber que algo precisava ser mudado, o gatilho veio muito antes. “Sempre toquei um pouco de tudo, tech house, prog house, até porque hoje as influências são misturadas. Então, basicamente foi isso que levou a mudança. Todo esse know-how. O house sempre foi a minha paixão e, a partir do momento que fui ficando mais velho, amadurecendo meu som, comecei a ver outras formas de se fazer música e entregar para o público”, conta.

Foto: Christiano Wagner
Com um sentimento de descoberta e com aquele friozinho na barriga digno de início de carreira, Marcus encontrou em algumas tracks que marcaram a sua carreira um ponto de partida, claro, além das faixas originais. Inclusive, temos spoiler! Dia 4 de fevereiro ele lança pela russa Mixfeed e, em breve, pela novíssima label dos produtores do Wh0, que hyparam no ano passado em big labels.
A presença em grandes gravadoras nesse momento mostra não só que os anos dedicados ao estudo e estúdio deram bons resultados, mas, uma porta importante para se posicionar novamente entre os grandes nomes da cena. “Você não precisa de uma grande gravadora para bombar, porém, a importância é absurda. Hardwell é um big name, e isso faz com que milhões de pessoas sigam ele e a gravadora, além do mailing do selo, que chega até aos gigantes”.
Marcus conta que após o lançamento de “Running Back” tem recebido mensagens da Ucrânia, Croácia, Tailândia, entre outros países. “Eles elogiam meu som, falam que me acompanham há seis, oito, dez anos”, revela animado.
E essa virada de chave traz também mais um material inédito do produtor: um documentário. Isso mesmo! Em breve, será lançado o documentário que retrata a carreira de um DJ a partir das experiências do Dirtyloud e suas vivências. Marcus ainda não viu o doc finalizado, mas, já sabe uma importante mensagem que será transmitida. “Vai ser algo motivador pra galera que está começando, ou que quer começar. Se o cara conseguiu, eu também posso”, diz empolgado.

Foto: Christiano Wagner
E que venha 2021! Olhando para trás e percorrendo toda essa caminhada, Marcus percebe que a semente que plantou há mais de 13 anos continua dando frutos e se resume não só a música, mas ao amor, empatia, escolher as pessoas que refletem sua energia, se afastar de quem só critica o outro e focar no trabalho. É isso que o produtor faz “since 2008”.
“Eu aproveitei, vivi, fui feliz, não passei ninguém pra trás, não pisei em ninguém, então, acho que o mais importante na vida é o amor, é o caminho até a luz, e não tem nada a ver com business, a música transmite isso. Cultivar o amor traz resultados”, finaliza.
Estamos ansiosos para sentir todo esse amor reverberar, principalmente, nas pistas, quando pudermos nos encontrar. Enquanto isso, continuamos acompanhando de perto esse novo start na carreira do Dirtyloud.
