Por Luiza Serrano
Foto de abertura: divulgação
CAJUN é residente do Laroc Club; Fred Vieira e Rafael Noronha, do SUBB, são frequentadores e fãs do club #18 do mundo. Juntos, eles lançaram “Don’t Stop”, no VA de comemoração dos cinco anos do club em Valinhos, pelo Laroc Sunset Sounds.
A compilação apresentou diversas tracks que transmitem a energia e a atmosfera da casa, assim como a colaboração dos projetos que, além de combinar com a proposta da compilação, destacam uma nova sonoridade que parece que veio para ficar, misturando elementos do bass house e do tech house.
Batemos um papo com os projetos para saber mais sobre a track, a oportunidade de lançar no primeiro VA do club, sobre a pandemia e mais!
HM – Como foi participar do primeiro VA de um dos principais clubs do Brasil?
CAJUN: Eu, como residente do club, fiquei muito feliz em fazer parte desse álbum com essa track, principalmente, pela amizade que eu tenho com o SUBB e também por eternizar na história do club nossa parceria.
Fred Vieira: Só consigo pensar em clichês para responder essa, mas, é pura verdade! É uma honra gigante. O Laroc é um club de outro nível, vem crescendo ano após ano e já virou referência internacional. Club que frequento e é meu preferido. Fazer parte dessa celebração de cinco anos é, com certeza, um marco para o SUBB!
HM – Falem mais sobre a produção da “Don`t Stop”!
CAJUN: Tanto eu, quanto o SUBB, estamos buscando novas sonoridades para as nossas músicas, e a “Don’t Stop” é exatamente resultado desse momento. Eu mandei a ideia da track e na hora eles abraçaram, a partir daí, foram várias versões até chegar na ideal, fiquei muito feliz com o resultado.

CAJUN – Foto: divulgação
Rafael Noronha: O SUBB já passa por uma “renovação” de sonoridade desde o início do ano, mas, a pandemia, serviu para embarcamos ainda mais nessa nova direção. Nesse contexto, o Cajun mostrou uma primeira ideia da música, e ela já tinha esse hook marcante, flertava um pouco com esse caminho que estamos seguindo, que é até meio difícil de definir. Talvez seja um tech house mais com uma pegada ligeiramente pop. Eles nos convidou para trabalharmos juntos na música, nos mandou a primeira ideia e fomos seguindo, buscando essa sonoridade mais moderna que ela apresenta.
HM – O que esse lançamento representa para vocês?
CAJUN: Acredito que marca o início de uma nova fase musical para mim, cada vez mais próxima de uma identidade que busco como produtor. Focado em músicas de pista, misturando o que eu gosto do house e do tech house com uma pegada moderna.
Fred Vieira: “Don’t Stop” para gente é quase um recomeço. É a primeira de sete músicas originais assinadas que já temos, todas nessa sonoridade nova que estamos apostando para 2021, que mescla elementos do tech house, com sonoridades mais modernas do bass house, e que acreditamos fazer sentido para o público brasileiro. É um tipo de som que tem rolado muito lá fora e tem influenciado muito nossas produções. Acho que estamos conseguindo dar o toque “brasileiro” dentro dessa linha. E claro, para coroar, elas fazem parte de um VA do Laroc, então, não precisa falar mais nada [rs].

SUBB – Foto: divulgação
HM – Vocês conseguem imaginar essa track nas pistas?
CAJUN: Desde o primeiro canal aberto no Ableton foi com esse objetivo [rs], uma track focada para pista! Não imaginávamos jamais viver esse momento de pandemia, clubs fechados, sem festas, mas acredito que a track passa esse sentimento de estar na pista dançando e não vejo a hora de tocar ela.
Rafael Noronha: Essa foi a ideia desde o começo! Com experiência é possível sim imaginar ela “sem testar”. Na verdade, estamos muito ansiosos para ver ela rolando nas festas por aí, até por todo o feedback positivo que recebemos dos DJs até agora!
HM – A pandemia tem sido um período difícil para muitos. Como têm sido na hora de produzir, de onde vem a inspiração?
CAJUN: Tirando tudo de ruim que o mundo está passando nessa pandemia, o lado bom é que pude focar em novos timbres e ideias para o meu som, sair um pouco da caixa e da rotina que estávamos vivendo. É importante saber equilibrar o tempo em estúdio com o tempo de lazer, estar com a saúde mental em dia para nós que dependemos da criatividade é crucial para conseguir expressar nossa arte.
Fred Vieira: Ficar trancado em casa forçado, nunca é bom. Mas, de certa forma, nos deu mais tempo para pesquisar, escutar coisas novas, testar ideias e sonoridades. E dentro desse contexto bizarro, acho que foi bom até artisticamente falando, entendo que estamos chegando num som mais “nosso” e autoral, arriscando mais, porém, muito mais realizados com o que estamos fazendo!
HM – Vocês estão produzindo um som que traz elementos do tech house e bass house, que tem sido ouvida em muitos lançamentos recentes. É uma aposta? Veio para ficar por aqui?
CAJUN: Acreditamos que sim! É uma pegada de som que já rola forte fora do Brasil, com vários artistas se destacando nesse crossover entre o tech house e o bass house. Apostamos muito nesse estilo com a “Don’t Stop” e espero que venha para ficar, fiquem de olho nas novas tracks do CAJUN e do SUBB.
Fred Vieira: A gente acredita muito. O Brasil pré pandemia já vivia um momento de saturação grande de sonoridades e, de certa forma, ainda vive com muitos artistas migrando para o mesmo gênero. A gente meio que se “achou” nessa nova pegada, que é diferente e soa fresh, e esse estilo está sempre entre as músicas mais tocadas pelos DJs mundo a fora – isso poderia não significar muito já que o Brasil é bem peculiar em estilo, mas, para gente, é algo que casa muito com o que o público já escuta aqui, tenho certeza que vai funcionar nas pistas. Inclusive já vínhamos tocando coisas nessa linha pré pandemia
HM – Por quê ouvir “Don`t Stop”?
CAJUN: Para mim, música precisa ter um sentimento, uma vibe, a “Don’t Stop” me traz esse flashback de estar no Laroc, com a galera. É uma track com energia e bem dinâmica, gosto muito da atmosfera que ela deixa no ar.
Rafael Noronha: “Don’t Stop” foi feita pensando na energia do Laroc. Se você já foi, sabe como é! E se não foi, além de “deveria ir”, você deveria escutar “Don’t Stop”! [rs]
