Por Danilo Bencke
Na estreia da Coluna AIMEC na House Mag, vamos apresentar o FIMUCA – Festival Internacional de Música em Casa. Uma mega conferência de música rolando, com mais de dezoito mil pessoas se encontrando. E, não é sonho nem maluquice!
O mês de julho é quando, tradicionalmente, ocorrem os maiores festivais de música no país, porém, tendo em vista a situação atual, este seria o primeiro mês de julho em mais de 50 anos sem a realização de um festival internacional de música em nosso país. Isto foi a centelha inicial do que viria a ser o FIMUCA, que nasceu a partir de um convite disparado para alguns dos principais instrumentistas de nosso país, seguido de inúmeras respostas positivas. Cada um dos primeiros convidados assumiu a responsabilidade por sua classe de instrumento e convidou outros professores, em um movimento similar a uma corrente do bem.
A ideia e iniciativa foi do trompetista Flávio Gabriel, residente em Natal, que conseguiu o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde é professor. O FIMUCA será realizado dentro de uma plataforma de ensino à distância, permitindo um melhor aproveitamento das aulas ofertadas e a emissão de certificados através da Pro-Reitoria de Extensão da UFRN.
Na primeira semana de julho, o festival teve foco na música erudita e contou com mais de 200 professores, divididos em classes de composição, regência, canto, piano, harpa, violão, cordas, madeiras, metais e percussão. Foram inúmeras transmissões de concertos e mesas-redondas, nas quais foram discutidos os mais diversos temas relacionados à nossa arte e ao momento no qual vivemos.
Os números são impressionantes. Dando provas mais uma vez do interesse que a música desperta, o festival recebeu, em cinco dias, mais de 16 mil inscrições. “Com os números finais, vimos que mais de 13.700 alunos utilizaram, pelo menos uma vez, a plataforma de EAD da Escola de Música da UFRN para acessar os cursos disponíveis”, afirma Flávio Gabriel. Ressaltando ainda que a realização do festival só foi possível pelo apoio oferecido pela UFRN e o trabalho dos professores da escola de música Júlio Melo, que esteve incumbido das plataformas de ensino à distância, e Alexandre Maiorino, que cuidou das transmissões de vídeos. “além de diversos outros professores e funcionários e centenas de voluntários que doaram seu tempo para trabalhar”.
Encerrando o mês de julho, o festival retorna dessa vez com foco na música popular e contará novamente com cerca de outros 200 professores, com classes de composição e arranjo, harmonia e improvisação, teoria musical, música eletrônica, produção musical e diversos instrumentos. Foram mais de 18 mil inscritos para essa edição.

A AIMEC não poderia ficar de fora dessa e assumiu a parte de música eletrônica do festival, que contará com 10 professores de diversas sedes no Brasil ministrando workshops imperdíveis sobre discotecagem, produção musical e mixagem e masterização. As inscrições foram gratuitas e as aulas serão dos dias 27 a 31 de julho, realizadas através da plataforma Zoom e transmissão pelo YouTube.
Em suma, nos tempos difíceis que estamos passando, as novas ferramentas de comunicação on-line aparecem com diversas oportunidades e o FIMUCA mostra isso. Tendo sido abraçado pelo público, que não se distingue entre erudito ou popular, mainstream ou underground, todos mostram que estão unidos por uma coisa em comum: o amor pela música.

