Por Luiza Serrano
Foto de abertura: divulgação
A música eletrônica é aquele tipo de caminho sem volta! Carola é uma das suas “vítimas”. A DJ e produtora sempre curtiu festas e festivais do gênero desde muito pequena. E, não é para menos, já que seu berço é no Sul do Brasil, uma das principais regiões do país que abraçam o estilo musical, com artistas, clubs e eventos de destaque.
“Desde pequena sempre tive essa inclinação artística, então, o interesse pela música, formas de expressão e arte em geral sempre estiveram presentes na minha vida. Posso dizer que o lance da discotecagem foi um amor à primeira vista”, explica Carola.
Sem muita grana para fazer um curso de DJ, os vídeos do YouTube e tutoriais em blogs e sites foram a forma que ela encontrou de materializar o desejo de aprender. “Rolava muita pressão da minha família e amigos para que eu desistisse, mas, a minha vontade foi maior que tudo”, conta a artista que começou com três datas ao ano e, suadas!

Carola – Foto: divulgação
Não satisfeita em apenas tocar, correndo atrás dos seus sonhos e driblando todos os pensamentos negativos que vinham das pessoas do seu próprio convívio, Carola deu início a produção musical. Novamente, a internet foi sua grande aliada. “O início veio da necessidade de me reinventar como artista. Tive um projeto de edm que levava meu nome de batismo – Carol Alcântara – por aproximadamente três anos. Minhas produções eram péssimas e eu nunca me senti segura para lançar nada”.
Mas, artista que é artista, tem feeling e, sim, é resiliente. Mudanças são necessárias para alimentar a criatividade. “Senti que precisava mudar e criei o projeto Carola, há cinco anos”. A injeção de ânimo e coragem foi imediata, tanto que, em 2015, ela lançou a sua primeira faixa e, de lá para cá, seguiu estudando e evoluindo. “Sinto que a cada som novo eu me encontro mais artisticamente”, afirma.

Carola – Foto: divulgação
Essa evolução entrou, inclusive, pela pandemia adentro. Para quem precisou afirmar o tempo todo sobre a sua convicção profissional e artística, neste momento, não seria diferente. E segue mais um lançamento, agora, com o apoio de uma importante gravadora da cena de música eletrônica nacional, a HUB Records, e em collab com Groove Delight.
“Sempre que ela vem tocar no Rio Grande do Sul a gente divide o line up. Essa parceria surgiu de uma maneira muito natural. No último ano, ela passou por uma transição de identidade sonora e eu estou passando pelo mesmo”, conta Carola que além de estar consolidando sua carreira como artista local, em seu Estado, ganha cada vez mais visibilidade em todo país.
Já ficou claro a personalidade autêntica de Carola que, junto a Groove, contrariaram as previsões e estatísticas lançando um som na contramão da maioria. “Muita gente está falando para apostar em som introspectivo nessa pandemia. Fomos para o lado oposto e a galera abraçou!”. A melodia leva um sample de trompete que, com alguns ajustes, soa como chiclete, do tipo ouviu uma vez e cantarola 100 vezes por aí.
“A Groove é uma profissional incrível, tem me ensinado muita coisa e tem tipo uma preocupação muito foda com o meu projeto. Ela está super disposta e aberta a ajudar as meninas da cena, então, não consigo sentir nada além de orgulho por minha primeira collab com uma big artista que sempre foi exemplo para mim”, reconhece.
Aproveitando o embalo desse papo e a atitude de Carola, convidamos a produtora para um ping pong a lá Marília Gabriela, sem frescuras e enquanto você ouve a sua nova track, “Like This”!
HM – Música eletrônica
Minha paixão.
HM – Mulher na CDJ e no estúdio
Atura ou surta, porque viemos pra ficar!
HM – Preconceito
Eu poderia falar que “não é opinião”, mas, prefiro mandar a pessoa enfiar no c*.
HM – Três referências na música eletrônica
Groove Delight, Flume e Nervo
HM – Três artistas pra se ficar de olho
Só três é sacanagem, mas, vamos lá: Lau De Prá, Ka Hernandes e Carol Fávero.
HM – Um festival, festa ou club
Coachella.
HM – Uma collab
Groove Delight, Carola – “Like This”
HM – Viver de música ou viver para a música?
Ambos.
HM – Enquanto rolar a pandemia eu vou…
Produzir muito.
HM – Quando acabar a pandemia eu vou…
Ficar um mês inteiro sem voltar para casa.
HM – Grande sonho
Ser reconhecida pelo meu trabalho.
HM – O que você diria para a Carola daqui há cinco anos
A mesma coisa que eu diria hoje: “eu tenho orgulho de você!”.
