FeelGood mil e uma utilidades! Conheça mais sobre o DJ, produtor e label manager

Por Luiza Serrano

Foto de abertura: divulgação

É possível viver a música eletrônica intensamente e em suas diferentes oportunidades? Sim, e a gente pode comprovar.

Natural de Cascavel, no Paraná, Leandro Farias aka FeelGood foi atraído pela música eletrônica no final de 2012. “Eu frequentava as festas na minha cidade natal. Nessa época eu ainda não era DJ ou produtor, mas, adorava estar presente em todos os eventos da região”, conta.

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FeelGood- Foto: divulgação

Presa fácil para cair no universo da música eletrônica e realmente viver dela, FeelGood naturalmente entrou para a produção musical. Em 2014 começou a tocar e produzir. “Foi quando eu sai da minha cidade para ir morar em Balneário Camboriú, especialmente para aprender mais sobre música”.

Não pense que por morar no sul do país, com uma cena de música efervescente, as coisas são mais fáceis. Algumas dificuldades apareceram nesse início. Sem muita grana para investir e pagar um curso de produção ou DJ, o paranaense contou com um empurrãozinho do destino. Ele conheceu Jean Bacarreza, que já estava na cena há mais tempo. Bacarreza deu aulas de produção musical para FeelGood que, pelo que vemos durante sua trajetória até aqui, foram muito bem aproveitadas.

HM  – Você tem conquistado espaço em importantes gravadoras nacionais e gringas. Como tem sido?

Estou trabalhando o máximo para atingir as gravadoras que eu mais gosto. Já tive lançamentos em várias gravadoras que sempre sonhei como Dirtybird, Loulou Records, Bunny Tiger, Material Series, HUB Records, UP Club Records e ainda tem mais algumas que ainda não posso dar spoiler [rs].

HM – Você trabalha em várias frentes do mercado da música eletrônica, inclusive, a frente de labels. Como é esse trabalho para você?

Eu adoro trabalhar com gravadoras. É muito prazeroso para mim poder distribuir músicas de amigos e artistas que eu ainda não conheço. Isso fortalece muito e sempre acabo conhecendo novas pessoas e muitas vezes fazendo novas amizades.

HM – Diante dessa pandemia, como você tem percebido o mercado? Quais mudanças você arrisca dizer sobre o futuro da cena, incluindo as plataformas de stream.

A pandemia foi algo que nos agarrou de surpresa, todo mercado da música ainda está em adaptação. Muitas vendas nas plataformas caíram, creio que estamos em constante evolução nesta nova fase.

HM – Estar em várias frentes é um ponto positivo nessa quarentena, tendo em vista que diversas festas foram canceladas e adiadas. Qual a dica que você dá para os DJs e produtores que estão em casa?

Não desistir, movimentar todas as redes, criar conteúdo, fazer lives, produzir muito, não desanimar e pensar que isso já, já vai passar.

HM – O seu trabalho de curadoria musical para gravadoras materializa o sonho de muitos artistas. Como é isso? E do outro lado, quando você envia seu material para outras gravadoras, como é?

Falando como Leandro Farias, estou à frente de algumas gravadoras que realizo todo trabalho de label manager. A Delicious Recordings que é minha em sociedade com Jean Bacarreza; Koffe Records, Beta Records que também são minhas gravadoras; e as gravadoras da House Mag, House Mag Records, House Mag Play, House Machine, Valorize o Groove e Origem Music.

HM – A gente sabe que você não consegue ficar parado, tem novidades vindo aí? Lançamentos, novos projetos?

Tem muitas novidades vindo por aí, lançamentos em big gravadoras, colaborações com artistas que sempre admirei. Em breve também sai meu novo EP com meu brother LouLou Players e Logic, “Lie Machine”, pela Loulou Records. Tem também remix para os brothers Andruss e Tiago Rosa, que vai sair pela “Bunny Tiger”, e um EP pela Material Series, “Beating Drum EP”.

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