Deep House ganha força com novo canal brasileiro

Por Marllon Gauche

As melodias complexas, a atmosfera introspectiva, o andamento lento com bpms baixos, os vocais sussurrando. Deep house é sem dúvidas uma vertente da música eletrônica encantadora. O gênero surgiu nos anos 80 e caiu nas graças da galera — comercialmente e popularmente falando — nos anos 00, principalmente no fim da década.

E é no resgate desse estilo suave e elegante que Gabriel Chiari, Ravel Peruchi e Bruno Souto estão apostando com sua nova iniciativa: o canal Deep House Brasil. Criado no início deste ano, o projeto visa valorizar e conectar a cena nacional como um todo em formato de portal informativo, podcasts e premieres.

“Nossa filosofia é que a união faz a força, sempre. Temos um grupo no WhatAapp com cerca de 20 artistas, cada um de um canto diferente do Brasil. O deep house tem um grande mercado na Europa, por aqui ainda está em processo de evolução, artistas e suas respectivas cenas locais têm se conectado pouco a pouco, mas o número de DJs e produtores talentosos em solo nacional é enorme e acreditamos muito no potencial deles”, comentou Gabriel Chiari.

O foco da curadoria irá guiar-se, principalmente, pelas linhas expressivas, melódicas e groovadas do deep house e trará podcasts mensais com artes exclusivas para cada material, tendo como inspiração artística a fauna e flora brasileira.

Quem aposta muito na ideia e se juntou ao núcleo é Diego Alves (AWKA) e Edu Schwartz, DJs e produtores que, recentemente, idealizaram uma nova gravadora exatamente com o mesmo foco, batizada de Words Not Enough. “O selo representa com maestria as características do nosso coletivo, por isso, eles foram os primeiros convidados da nossa série de podcasts”, diz Chiari.

A Words Not Enough está planejando seu primeiro lançamento para agosto, com o argentino Valdovinos e, a partir de lá, deverá explorar a leveza dos sons orgânicos em seus lançamentos, apostando nas linhas sonoras profundas e sonhadoras do deep house e, também, nas notas mais enigmáticas do house com suas vibes tribais.

Esse é um ótimo indício de que o deep house pode começar a ganhar novos capítulos bem interessantes na cena brasileira.

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