Eventos na Espanha começam a ser liberados a partir de maio

Por redação – Fonte Resident Advisor

Foto de abertura: divulgação

O site internacional Resident Advisor divulgou nesta terça-feira, 5, que a Espanha passará a permitir que alguns eventos culturais sejam realizados a partir deste mês. A retomada dessas atividades será realizada em fases.

A medida faz parte do afrouxamento gradual das restrições de isolamento no país, que começará a partir do dia 11 de maio. De acordo com as novas normas, neste primeiro momento, terraços externos de restaurantes e bares poderão abrir com 50% da capacidade. Os eventos também poderão ser retomados com ressalvas, no máximo 30 pessoas para eventos internos e 200 para locais ao ar livre, respeitando as diretrizes de distanciamento social e assentos demarcados.

Na próxima fase, prevista para 26 de maio – sujeita a alterações – cinemas, teatros, galerias de arte e museus poderão reabrir as portas com capacidade parcial, sendo 50 pessoas o limite para ambientes fechados e 400 ao livre.

Por último, planejada para 10 de junho, a terceira fase permite o aumento da capacidade de pessoas para eventos internos subindo para 80, e 800 quando forem em locais abertos e em assentos marcados.

Mesmo que as notícias sejam um alívio para todo o setor cultural e do entretenimento no país – e para todo o mundo – alguns produtores têm dúvidas e preocupações sob a viabilidade de realizarem as suas atividades sob restrições extremas de distanciamento e detalhes de segurança que ainda vêm sendo discutidos. “É claro que os produtores da Espanha na semana passada ficaram muito felizes. Essa foi a primeira notícia boa, vimos alguma luz no fim do túnel”, conta o co-fundador e diretor do coletivo Brunch, em Barcelona, Loïc Le Joliff ao site Resident Advisor.

Mas a falta de detalhes específicos e datas concretas torna o planejamento dessas fases desafiador. “Verificamos os detalhes e percebemos que ainda não há detalhes. E percebemos que há muita contradição”, revela Joliff que se questiona como uma família ou grupo de pessoas irão a um evento ao livre tendo que se sentar separados.

“Meus sentimentos pelo plano do governo são conflitantes, pois, por um lado, entendo que estas são as medidas que devem ser tomadas, por razões de saúde, mas sinto que realmente não estão levando em conta que para produtores abrirem operando em 30% da capacidade, significa que estão apenas perdendo dinheiro. E, novamente, a Espanha não está dando nenhuma ajuda a esse cenário, já que as baladas não consideradas cultura aqui”, explica.

No dia da publicação desta matéria no Resident Advisor – 5 de maio – o governo espanhol anunciou 76,4 milhões de euros subsidiados para o setor cultural, incluindo 38 milhões, especificamente, para artes cênicas e música.

Para Purificación Salgado, do Laut, club em Barcelona, não é possível operar com essa restrição de um terço da capacidade das casas. “Neste momento, para nós, não é possível operar dentro das rígidas diretrizes”.

“A atitude da indústria da música eletrônica é tudo o que cada um pode fazer. Vamos fazer funcionar, é claro que se você não mudar seu modelo, não faz sentido com um terço da capacidade. Teremos que readaptar”, conclui Joliff que, assim como os demais produtores, acompanhará de perto os desdobramentos dessas fases e está confiante para a adaptação, também, do público.

Veja também a reabertura dos clubs na China.

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