Após passagem pelo Brasil, Adiel nos concedeu uma entrevista exclusiva

Por Marllon Gauche

Foto de abertura: divulgação

Ela já havia tocado no Brasil em 2019 e cumpriu sua tarefa, deixando um gostinho de quero mais para aqueles que estavam na pista. Neste ano, Adiel desembarcou no país em uma das épocas mais quentes do ano, o Carnaval, e tocou em duas oportunidades no D-Edge, primeiro fazendo parte da programação do D.Rrete, e em seguida na noite Mothership, dividindo a cabine com Brune e DJ Murphy.

 
 
 
Ver essa foto no Instagram

Landing on @mothership_dedge tonight! Who’s in?!?! @dedgesp #adiel#d-edge#mothership#landing#saopaulo

Uma publicação compartilhada por ADIEL (@__adiel__) em29 de Fev, 2020 às 6:44 PST

Adiel é headlabel da Danza Tribale e dona de um techno arrebatador que já foi apresentado nas principais pistas do mundo, passando por Off Sónar, Dekmantel, Berghain, Printworks, Concrete, DC 10 e muitas outras. Nós aproveitamos sua presença em terras tupiniquins para bater um papo com a artista, que comentou não apenas sobre sua carreira, mas, também, sobre sua experiência no Brasil, identidade sonora e novidades de seu selo.

HM – Olá, Alessia! Tudo bem? Você acabou de realizar mais algumas apresentações pelo Brasil. Como foi essa nova experiência musical por aqui? As gigs corresponderam suas expectativas?

Olá! O prazer é meu por estar com vocês hoje. O Brasil é incrível, estou prestes a visitar Jericoacoara, sei que é um dos lugares mais bonitos do país e estou com muitas expectativas. As gigs foram perfeitas, estive no D-Edge ano passado e o club parece o meu lar. As pessoas são incríveis e cheias de energia positiva. Tive a oportunidade de ver como é o Carnaval brasileiro, sem palavras!

 
 
 
Ver essa foto no Instagram

Shhh 🙏🏻🌍❤️

Uma publicação compartilhada por ADIEL (@__adiel__) em7 de Mar, 2020 às 2:36 PST

HM – Vi também que você aproveitou um  pouco da nossa gastronomia local. Você gostou? Que outros momentos no país ficarão marcados para você?

A gastronomia local é muito interessante, essa é uma das coisas que mais gosto no meu trabalho: viajar e ser influenciada por outras culturas. Não existe outra coisa capaz de me inspirar tanto.

 
 
 
Ver essa foto no Instagram

my first amazonian ant 🖤

Uma publicação compartilhada por ADIEL (@__adiel__) em26 de Fev, 2020 às 5:50 PST

HM – Falando um pouco mais sobre sua carreira num geral, como foi o começo de tudo? O que te inspirou a entrar no universo da música? Sua relação com o Goa Club também é uma parte fundamental nessa história, não é?

Goa Club é a minha escola, a melhor que eu poderia ter. O meu começo não foi fácil, mas trabalhar em um club durante tantos anos me ensinou muito, abriu minha mente e emoções em um mundo que eu desconhecia. Sobre gêneros e sentimentos, a minha intenção como DJ é fazer as pessoas dançarem e aproveitarem a experiência musical, então sempre gosto de experimentar novos caminhos.

HM – Como você chegou até sua estética sonora atual? Podemos definir em partes como um techno obscuro e selvagem?

Não foi difícil atingir meu som no início, parcialmente obscuro e selvagem sim, mas pode ser tribal e mental house também. Depende de muitos aspectos, do humor, da interpretação e dos sentimentos que eu quero trazer. É algo que eu realmente não sei até pisar na cabine e sentir a energia das pessoas, ver como elas respondem a música.

HM – Você ainda se mantém bastante fiel a cultura da discotecagem com vinil, certo? Como você busca preparar seus sets antes das gigs? Quantos vinis você costuma levar para uma viagem internacional?

Geralmente trago uma bolsa cheia de discos comigo, se não duas, dependendo de quantas gigs tenho na semana. Não posso dizer que é difícil para mim, pois foi como comecei e é sobre organização mental e saber onde quero levar a pista, mas cada gig é um novo desafio e isso é o que mais gosto.

HM – E sobre sua gravadora, a Danza Tribale. Qual seu principal objetivo com ela? Para quando está marcado o próximo lançamento?

Danza Tribale está focada na pesquisa hipnótica e em passar pelos tons de tribal dance, tendo o objetivo de fornecer uma plataforma para as dinâmicas de techno, tanto obscuras e profundas, selvagens e contidas, além de representar, em qualquer caso, a liberdade de expressão. O próximo lançamento será um projeto muito especial para mim, ainda não posso revelar. A única coisa que posso dizer é que Donato Dozzy estará de volta na gravadora!

HM – Por fim, planos para o futuro? O que você está planejando para 2020? Quais as próximas novidades que você já pode adiantar? Obrigado!

Vários novos lugares para conhecer e lançamento em uma das minhas gravadoras preferidas de techno. Em breve dou novidades!

Fique por dentro