WME lança aplicativo de fomento às mulheres na música

Por assessoria

Foto de abertura: divulgação

Há apenas 20 dias da quarta edição da WME Conference, que acontece de 27 a 29 de março no Centro Cultural São Paulo, a plataforma WME (Women’s Music Event) apresenta uma novidade importante para o mercado da música, um Cadastro de Profissionais WME, que já estreia com mais de 1.000 perfis de mulheres que trabalham com a música. São mais de 30 categorias que criam uma rede inovadora de mulheres por todo o país.

O aplicativo é uma versão interativa e mais robusta do Banco de Profissionais, área já existente no site Women`s Music Event que reúne cadastros de mulheres que atuam em diferentes áreas da cadeia da música, desde as atividades mais técnicas até as mais artísticas.

“Criamos o aplicativo porque percebemos o grande interesse das mulheres em se cadastrar, mas, também, vimos que precisávamos oferecer uma maneira mais interativa de relacionamento entre as profissionais cadastradas e possíveis contratantes. Tivemos a ideia, e a Budweiser abraçou com a gente, o que resultou em um produto super eficaz”, aponta a jornalista e uma das idealizadoras do WME, Claudia Assef.

“Nosso objetivo é incentivar a música em todos os seus aspectos e fomentá-la de todas as formas possíveis”, diz Ludmila Kaminskas, gerente de cultura e experiential de Budweiser.

Uma pesquisa realizada pela União Brasileira de Compositores (UBC) revela que apenas 10 mulheres estão entre os 100 maiores arrecadadores de direitos autorais no país. Os direitos autorais são apenas um dos dados que refletem um grande desequilíbrio de gênero no Brasil no mercado da música. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ainda ganham menos do que os homens no mercado de trabalho em geral. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou em 2018 uma pesquisa que revela que 48,5% das mulheres com mais de 15 anos participam do mercado de trabalho, enquanto a taxa é de 75% para homens.

Em pesquisa relatada pelo Jornal Nexo, ainda é destacado que no Brasil o nível de desemprego também é maior entre as mulheres, um fator persistente de desigualdade.

Quando se trata de mulheres na música, para além da disparidade entre mulheres e homens, encontramos outro fator: a centralização. Em dados coletados pela DATA SIM foi possível constatar que a indústria e suas profissionais concentram-se na região Sudeste, evidenciando as desigualdades regionais do país.

A ideia do aplicativo é um fomento ao trabalho feminino dentro da indústria musical e a busca por descentralização dos nomes, dando oportunidade para mulheres de todo o país cadastradas dentro do aplicativo. O objetivo é dar um passo em direção à equiparidade de gênero dentro do mercado de trabalho em geral. Dentro da ferramenta é possível utilizar filtros por categorias e estados, visualizando opções de trabalhadoras de todos os ramos da música, com suas biografias e especializadas especificadas. O aplicativo também permite um contato direto do contratante com a profissional através de e-mail.

Ao todo, 31 áreas de atuação estão relacionadas no cadastro. São elas: DJ, Advogada Direitos Autorais / Contratos artísticos, Assessoria de Imprensa, Booker, Compositora, Curadora, Designer Gráfica, Distribuidora, Editora de filmes, Engenheira de áudio, Instrumentista, Jornalista, Label Manager, Live Performer, Manager de Artistas, MC, Pesquisadora, Preparadora de voz, Produtora Cultural, Produtora Musical, Programadora, Promotora, Radialista, Rapper, Relações Públicas de Artistas, Remixer, Roadie, Social Media, Tour Manager, VJ, Vocalista e Outra.

O aplicativo Cadastro de Profissionais WME está disponível para para iOS e Android e pode ser baixado gratuitamente. No app é possível se cadastrar de maneira simples, tanto como profissional quanto como contratante. No perfil, também é possível integrar plataformas de redes sociais como Spotify e YouTube.

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