Por Marllon Gauche
Foto de abertura: Justin Prinz
Com uma carreira bem estabelecida, que conta com diversas produções autorais lançadas por grandes gravadoras como CUFF e Dirtybird, residência em clubs renomados e turnês mundiais, Sirus Hood inicia 2020 com uma conquista de peso, lançando um EP pela Hot Creations, ao lado de Paco Wedmann.
Sob influências do Chicago e Ibiza e pelo apreço pessoal pelas influências do ghetto/gangsta/bass, o artista desenhou sua trajetória musical com características bem marcantes, tanto nas produções quanto em seus sets. Agora, o que parece ser uma lapidação, traz duas faixas que lembra muito o ghetto tech dos anos 90 e 2000, e mostra versatilidade total ao trazer faixas mais bem elaboradas.
Decidimos então fazer um apanhado das músicas mais tocadas dele no Spotify para entender esse caminho percorrido que, até aqui, tem sido brilhante.
Sirus Hood – “Warning”: Lançamento pela Dirtybird de Claude Von Stroke. Segue bem as características da gravadora, sendo mais pesada e mostrando um pouco do lado tech do artista. O sample do vocal cortado percorre a track toda, com um bass marcado e claps intensos antes do drop que adicionam um pouco de electro à música.
Sirus Hood – “Magic Stick”: Lançada pela CUFF, label de Amine Edge & Dance. É um g-house clássico, intercalando vocais masculinos e femininos que trazem um tom mais sexual à composição. Possui mais groove maior, sem uma marcação tão enfática como as demais.
Sirus Hood – “Bay City Pursuit”: A track começa bem house, mais progressiva, com um vocal falado, resgatando muito a vibe Chicago anos 80, mas com uma percussão que dá um tom mais latino a música.
Sirus Hood & Dub Clap – “Get Crazy”: Um som mais sério e pesado, a linha de base é bem encorpada, vocal em alguns momentos mais electro e a melodia que acompanha a track é bem viajante. As risadas que surgem ao longo da track dão um toque bem especial à produção.
Sirus Hood & Still Boyz – “Jango”: A música começa bem interessante, sem o bassline, que quando entra vem junto do vocal. O volume vai subindo gradativamente, garantindo uma expectativa legal para o drop, que cumpre o que promete. O clap é bem marcado em alguns momentos.
Sirus Hood – “Love”: A faixa começa com uma bateria bem grooveada e clap marcante — que é bem característico desse tipo de house. O vocal é uma fala fluída sobre amor, deixa a música mais mental.
“Rip Tide”: A nova track tem BPM bem alto, é um tech house mais fluído que lembra muito o ghetto tech, já que o sample do vocal se repete pela música e a batida, que não é tão marcada como as demais tracks do artista, remetem a essa linha de som.
“Rush Hour”: A segunda faixa do EP também é acelerada e contínua, o começo possui uma batida mais séria e na sequência os elementos marcados do prato e synths remetem bastante às inspirações dos artistas durante a composição das faixas: DJ Deeon, por exemplo.
