Escalação formada para uma noite histórica na Cidade Maravilhosa

Por Luiza Serrano

Foto de abertura: Sand

O Rio de Janeiro continua lindo, a gente sabe! E para um cenário desses, mais do que merecido uma super festa com direito a line up repleto de destaques brazucas. Obrigado, “Deep Please”!

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Foto: Sand

A 21ª edição da festa acontece neste final de semana, dia 13 de julho, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Com a temática “Entre Dois Mundos”, a festa terá dois palcos inspirados na simbologia Yin Yang, um encontro entre música e visual. Confirme presença no evento no Facebook aqui.

Mais de 52 mil pessoas já passaram pela Deep Please. Porém, este ano, a produção caprichou e convocou uma seleção de atrações que tem dado o que falar, no país e fora também. A exemplo do próprio residente da festa, MAZ, que se prepara para a sua primeira turnê internacional. “É uma festa que eu frequento desde o início, antes mesmo de começar a tocar. E fazer parte desse time hoje em dia, ter o reconhecimento e a confiança de toda a equipe, é de enorme alegria e satisfação”, explica.

Chemical Surf, DJ Glen, Pontifexx, Fancy Inc, Soldera, ZAC e Guilc prometem esquentar a pista e colocar todo mundo para dançar do início ao fim! Fazendo a sua estreia na label, ZAC tem boas referências da pista. “Eu conhecia a festa através de uns amigos. Alguns fãs do Rio de Janeiro me disseram que posso esperar uma pista cheia de energia e estou muito ansioso por isso!”, comenta.

E para entramos no clima da festa, conversamos com ZAC, que faz a sua estreia na Deep Please, e com o residente MAZ. Entrevistas exclusivas e em dose dupla!

Começando pelo catarinense Thiago Zacchi!

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ZAC – Foto Try Me

HM – Quais são as expectativas para tocar na Cidade Maravilhosa?

ZAC – As expectativas são as melhores possíveis. A última vez que estive na cidade maravilhosa gravei com uma banda de cortejo, foram horas de estúdio com eles. Produzi muitas coisas e agora vou ter a oportunidade de mostrar minha evolução ao público carioca na pista de dança. A própria faixa “Arppyrei” que está fazendo muito sucesso tem as percussões gravadas em solo carioca! Minhas expectativas se misturam com a saudade, por isso não vejo a hora de chegar a Deep Please. 

HM – Suas produções foram além da vertente musical que você se dedica e foram parar em sets como o dos meninos do Breaking Beattz. Como você percebe esse diálogo, já que suas músicas também estão nos sets de nomes como Hernan Cattaneo e D-Nox?

ZAC – Eu acredito que rompi algumas barreiras com a faixa “Arppyrei”. Ela está nos sets de vários DJs ao redor do mundo. Me sinto muito feliz em ser a trilha sonora dos artistas e do público, em poder de alguma forma estar em vários lugares ao mesmo tempo, entende? Sempre fui influenciado por músicas melódicas e progressivas, carregadas de sentimento, viajava por todos os lados para assistir Hernan Cattaneo, Sasha, D-Nox & Beckers. Ter suporte de alguns deles é motivo de muito orgulho!

Ver minhas faixas dialogando com grandes artistas brasileiros como Breaking Beatzz e o próprio Illusionaze, mostra que a música não tem fronteiras, o importante é respeitar todos os estilos. Não podemos esquecer que a dance music tem uma linguagem universal.

HM – O que o público pode esperar do seu set na Deep Please?

ZAC –Eu tenho passado muito tempo em estúdio produzindo, estou vivendo um momento de grande inspiração.  Meu set com certeza vai ser um reflexo desse momento, sem falar nas novidades que tenho para mostrar ao público carioca, espero poder controlar toda a energia e fazer a pista da Deep Please ter uma noite realmente inesquecível.

 
 
 
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Arppyrei effect

Uma publicação compartilhada por ZAC (@zac.thiago) em26 de Jun, 2019 às 4:54 PDT


HM – Ansiosos que somos, quais as novidades do ZAC para os próximos meses?

ZAC – Fui confirmado no SOME junto com Bodzin, Charlotte de Witte, Artbat, Kolombo, entre outros grandes artistas nacionais e internacionais. Muitos lançamentos estão por chegar, quem acompanha meus sets, sabe que estou testando os próximos, estou muito feliz com o resultado e ao mesmo tempo sei que o caminho é longo e tenho muito trabalho pela frente.

Junto disso minha agência Alliance, a Passion, meu projeto com D-nox e o Warung Tour estão me dando a oportunidade de levar a minha música para cidades e pessoas novas, onde eu jamais imaginei que iria chegar meu som. Eu tenho toda a energia que preciso para seguir construindo sets e músicas talentosas, espero que por muito tempo!

Thomaz Prado conhece bem a Deep Please. Bora para o bate-papo com o DJ e produtor carioca!

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MAZ – Foto: divulgação

HM – Qual foi a edição da Deep Please que você mais curtiu tocar?

MAZ Difícil falar, todas as edições tem suas peculiaridades. Mas talvez a que rolou no Alto da Boa Vista (na Pedreira) e a que rolou na Cidade das Artes ano passado. Em ambas as pistas toquei bem à vontade, duas horas de set. Pude passear bastante entre as vertentes do house, tech house, techno e a resposta da pista foi muito boa!

HM – Tocar uma vez pode ser até fácil, mas se tornar residente, requer ótimas atuações. Para ser um bom residente, o que é necessário?

MAZ –Consistência eu acho que é a palavra. Entender o que o público quer ouvir também e ao mesmo tempo mostrar coisas novas, sons novos. E claro, se identificar com a festa.


HM – Em Belo Horizonte rolou um fato inusitado este ano. Você tocaria 1h30, mas acabou fazendo um long set com o imprevisto de um dos artistas do line up. E isso rendeu uma ótima repercussão, já que segurou a pista para nada mais, nada menos, do que Boris Brejcha. Como foi aquele momento? O que passou pela sua cabeça?

Foi um presente dos deuses! Me avisaram que o artista em sequência não ia conseguir comparecer e perguntaram se eu queria cobrir o horário dele também. Lógico que topei na hora (rs)! Foram 3h30 de set, no improviso, horário nobre do festival (Flowers Festival), e pista cheia do início ao fim. Foi daquelas gigs de lavar a alma. A resposta da pista foi excelente, e a partir desse dia, passei a tocar bastante no estado de Minas Gerais, em diversas cidades.



HM – Você divulgou em suas redes sociais que partirá para a sua primeira gig internacional. Onde será? Ansioso?

Será no Paraguai, na Ciudad Del Este, num festival. Estou muito animado e muito feliz com essa conquista! Tenho amigos que já tocaram lá e disseram que o público de lá gosta bastante e que a pista ferve, daquele jeito (rs)!

HM – Novidades para os fãs que aguardam por novos lançamentos?

Estou com aproximadamente 15 músicas pra lançar. Lançamentos fechados tenho dois na Hub Records, uma collab com o Galck, e um remix pro Jørd. Devem sair em meados de agosto e setembro. Outro single com vocais da Cherry também pela Klandestine, provavelmente em outubro, e um EP na Order Records, em novembro. E aguardando resposta de outras labels pra tracks que ainda não foram assinadas.

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