Por redação
Foto de abertura: divulgação
US $ 228, essa é a quantia que os participantes do Fyre Festival deverão receber à medida que seus esforços por justiça no caso do fracassado festival nas Bahamas, em 2017, começam a se esgotar.
Em maio deste ano, foi aprovado um acordo de ação coletiva pelo tribunal de falências dos Estados Unidos de Nova Iorque, abrindo caminho para que os reclamantes, cerca de 277 pessoas, recebessem até US $ 7.220 por pessoa de um total de mais de US $ 2 milhões.
Porém, esse número caiu drasticamente devido ao administrador da falência, Gregory Messer, recuperar apenas US $ 1,4 milhões em ativos da falida empresa do festival. Se não tivesse como piorar, US $ 1,1 milhões dessa quantia voltaram para o pagamento de custos judiciais e legais, deixando apenas US $ 300 mil para atender os credores do festival, incluindo os portadores de ingressos. A conta não fecha, não é mesmo?
E parece que esse valor foi `esprimido`, já que os registros financeiros falhos e limitados do CEO da Fyre, Billy McFarland, dificultaram a identificação de quem realmente se beneficiou com o empreendimento, como publicou o New Yok Post. McFarland, inclusive, cumpre seis anos de prisão por fraude.
Entenda mais sobre o Fyre Festival
O Fyre Festival foi um festival realizado, ou parcialmente, em uma ilha nas Bahamas. Um super marketing envolvendo grandes influenciadores e celebridades foi utilizado para a sua promoção, que vendia um padrão de alto luxo em dois finais de semana.
Os pacotes chegavam, naquela época, ao valor de até US $ 100 mil por acomodações de luxo, gastronomia refinada, passeios e, claro, um line up com grandes nomes da música internacional.
Porém, o que os participantes encontraram foi um festival completamente diferente, com tendas de acampamento com colchões no chão encharcados pela chuva, sanduíches com fatias de queijo, escassez de água, bagagens jogadas pelo estacionamento, falta de iluminação, logística falha. Um verdadeiro caos que marcou para sempre o histórico dos organizadores envolvidos e o mercado do entretenimento.
Um documentário na Netflix, “Fyre Festival: Um fiasco no Caribe”, conta com detalhes sobre esse desastroso festival.
