Por Luigi Vanucci
Foto de abertura: redação
Aclamado como uma das novas promessas da música underground por referências internacionais como Deep House Amsterdam, DJ Mag e MixMag, Fell Reis conquistou um espaço de respeito fora do Brasil. Vivendo em Ibiza há quatro anos, ele é residente do Sankeys, Café del Mar e Jet Pool Party, e já se apresentou no Amsterdam Dance Event (Holanda), Holi Festival (Suíça), Pacha (Barcelona), Egg (Londres), Space e Privilege (Ibiza).
Fell Reis dedica todo o seu tempo à música, sem perder o foco e o carisma que lhe renderam o suporte de grandes artistas. Kölsch, Sasha, Joris Voorn, Joseph Capriati e WhoMadeWho são alguns dos DJs que estão tocando suas faixas pelo mundo. Também assinou a trilha sonora na campanha internacional da Louis Vitton em parceria com a UNICEF, na campanha #MakeAPromise.
Agora, Fell está de volta à sua terra natal para sua primeira tour mundial, começando pelo Brasil, onde fica até janeiro, com apresentações por grande parte do país. Conversamos um pouco com o artista sobre sua passagem por aqui.

HM – Poderia nos contar um pouco sobre a sua turnê no Brasil?
Estou muito empolgado para voltar onde tudo começou, rever meus amigos e levar algumas tendências do que está rolando na Europa para o público brasileiro. São mais de 25 gigs agendadas durante os meses de dezembro e janeiro, em cidades como São Paulo, Brasília, Curitiba, Trancoso, Joinville, Uberlândia e Araxá. Vai ser uma turnê bem legal e estou bastante ansioso.
HM – Sabemos que você se adaptou muito bem ao continente europeu. De onde surgiu a ideia de se mudar para a Europa?
No Brasil eu era um DJ do interior de Minas Gerais. Tocava em lugares legais, mas não conseguia tocar o que eu realmente queria e tão pouco produzia, não tinha tempo para produzir. Vivia sempre com esse vazio, até não aguentar mais. Acabei fazendo as minhas malas e buscando novos rumos.
Eu me mudei com o ideal de viver somente de música e me dedicar totalmente à indústria musical. No começo, não foi fácil, passei por algumas dificuldades e fiquei até sem onde morar. Mas, aos poucos, fui abrindo portas e conquistando um espaço.

Foto: divulgação
HM – Como foi a sensação de remixar lendária banda WhoMadeWho?
Acredito muito na lei da atração e o remix para o WhoMadeWho foi prova disso. Sempre fui fã dos caras, desde o primeiro álbum, quando o Maceo Plex fez um remix para uma das faixas. Logo depois, Adriatique também remixou uma música da banda. Seria meu sonho remixar um som desses caras, pensei. Quando lancei meu EP “Agartha”, pela Word Up, recebi muitos feedbacks, sendo um deles do WhoMadeWho que estavam tocando as três faixas do lançamento. Um dia, um dos integrantes me chamou no Facebook e perguntou se eu estaria interessado em fazer um remix para eles. Fiquei até sem dormir de tanta ansiedade (risos). Acabei fazendo duas versões, eles gostaram e lançaram as duas. Uma delas, inclusive, foi selecionada para a playlist do Tomorrowland, além de pegarem a vigésima posição no top 100 do Beatport.
HM – Ficamos sabendo que está trabalhando em um remix para o Elekfantz. Como foi essa aproximação com eles?
O que falar sobre dois queridos como o Dani e Léo? Sigo eles desde a primeira música lançada e sempre admirei muito o trabalho deles. Nos conhecemos em um festival, em Riga, na Letônia, onde tocamos juntos e passamos uns dias. Os dois são exemplares, tivemos uma ótima conexão. Contei minha história para eles e quiseram ouvir algumas faixas minhas. Foi onde surgiu o convite para um remix. Fiquei muito feliz e honrado em fazer parte da história deles. O remix sairá em breve, espero que todos gostem!
HM – Quais são as próximas novidades que estão por vir?
Tenho um remix agora em dezembro na Kitball, para um artista que se chama Verboten Berlin, já com o suporte de Nick Warren, Sasha e Eelke Kleijn. Também tenho um EP pela Atmosphere Records, da Bélgica, neste mês. Além disso, já preparei dois lançamentos para o começo do verão europeu, com algumas colaborações com Dashdot, Nico Morano, Bry Ortega e outros que ainda não posso divulgar.
