Por Luiza Serrano
Foto de abertura: Filipe Miranda – edição 2016
Atualmente, os festivais e grandes eventos vão além de um line up de peso e com nomes estelares. Com o passar dos anos, os palcos gigantes e tecnológicos dão uma nova experiência para o público. Há alguns anos, o Federal Music, realizado em Brasília, vem trabalhando com uma cenografia e estrutura especiais. Em 2016, o festival foi marcado por um robô de 22 metros de altura, idealizado e produzido pela Archstudio que, há duas edições trabalha com o Federal Music.

Foto: Filipe Miranda
Ao lado do seu sócio, o artista visual Snupi, com 20 anos de experiência, o arquiteto Filipi Brito, que há três se dedica ao mercado de eventos, contou com exclusividade os detalhes da cenografia deste ano.
HM – Qual é o conceito do Federal Music nesta edição?
O conceito vem de uma era do futuro onde plantas e árvores evoluíram. A Terra evoluiu para extinguir o homem. Então pegaram tudo de volta e sobraram apenas construções e ruínas que um dia foram habitados pelo ser humano.
HM – Você pode contar melhor sobre cada palco?
O palco do “low” vai vir com um prédio abandonado repleto de leds nas janelas. Vamos utilizar um guindaste que ficará pendurado e uma iluminação de primeira. Será uma pegada underground e com muita tecnologia. Já o palco do trance, será trabalhado com muita psicodelia. Vamos fazer uma colmeia de madeira orgânica bem no meio, com projeção mapeada. Nas laterais, dois camaleões camuflados e fluorescentes.
HM – Como alinhar beleza e funcionalidade?
Saber trabalhar com o material que você tem é saber aproveitá-lo. A cenografia permite que você utilize o material da melhor forma possível. Na maior parte das vezes, os palcos não são reproduzidos duas vezes, então temos que ter a expertise para reciclar e utilizar em novos projetos. Nos palcos desta edição, vamos fazer isso. No palco do “low” trabalharemos com andaimes e tecidos, nada que vá ser perdido após o evento. Já no trance, metalon reutilizado, tecidos, que são ágeis e fáceis de trabalhar, e madeira. Acho que de todos os materiais, apenas os tecidos é que não conseguimos reaproveitar 100% em outros projetos.
HM – Quais as principais novidades desta edição?
Além do local inédito, o estacionamento da Torre de TV Digital de Brasília, duas pistas fortes e um line up de peso, trabalharemos toda a cenografia com a crew da My House, cuidando de cada detalhe de projeções, divisão da pista e do som, e de cada palco com muito carinho.
O palco de “low” será assinado por nós da Archstudio. Já o do trance, será em parceria com a My House. Vai ser bem legal! Eles vão utilizar algumas marcas registradas de seus trabalhos, como projeção mapeada e formas geométricas. Nós vamos caprichar na nossa assinatura, que vem sempre com grandes desenhos, recortes em grande escala, pintura e tinta flúor.
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