Por Alexandre Albini
Foto de abertura: Gui Urban
O SuperCool Stage surgiu em 2017 e conquistou diversos admiradores por misturar house music com influências que vão do boogie à música brasileira. Em 2018, apresentará artistas internacionais pela primeira vez, sendo Medlar, revelação da Wolf Music, e o multifacetado Fred P, que também responde pelos projetos Black Jazz Consortium, Captain P e Anomaly.
O time nacional vem representado por Caio T e Gui Scott, integrantes do selo Gop Tun e responsáveis pela edição brasileira do Dekmantel Festival, os ecléticos Joutro Mundo e Carrot Green, e o histórico Renato Cohen. O line up se completa com os artistas locais Biel Précoma, Dani Souto e Cauana. Conheça mais sobre eles!
Biel Précoma
DJ e produtor desde 2004, Biel costuma transitar entre diferentes vertentes da house music. Além de residente do Club Vibe, onde produz a Discolovers, é um dos curadores do palco Supercool na Tribaltech, já tendo se apresentando também nos festivais Mareh, Warung Day, Universo Paralello; e nos clubs D-Edge, Warung e Sysyphos (Berlim).
Como produtor, lançou EPs de disco e funk sob o nome “The Funky Factory”, e agora, prepara-se para o seu novo projeto, “o Muleke”, voltado ao Funk e boggie com influências de música brasileira e africana, com releases agendados pela Get Down Edits e Thunder Jam Records.
Carrot Green
Capaz de explorar e aprofundar suas influências brasileiras enquanto transita pelos mais variados estilos como techno, acid, boogie, slow house ou old school disco, Carrot Green – alcunha do projeto eletrônico do carioca Carlos Gualda – é um dos nossos artistas mais empolgantes e um dos representantes da dance music com cara de Brasil.
Um dos Aluminis do RBMA em 2013, sua versatilidade como artista é expressa não só nos seus sets, que já passaram por pistas como ODD, Mareh Festival e Dekmantel Festival, mas também por suas produções autorais e em parceria com outros artistas, como o grupo de música eletrônica Teto Preto, o duo Selvagem e Eric Duncan, além de colaborações e produções para selos internacionais e nacionais como Disco Halal, Barefoot Beats e Mamba Records.
Caio T & Gui Scott
Um dos fundadores da Gop Tun, Caio T é perito em músicas de alto astral e atmosféricas, com pitadas generosas de house. Seja no comando das pistas ou planejando os próximos passos para o núcleo que compõe, a imutável paixão pela música é seu combustível estipulado. Dono de uma disposição audaciosa, característica vital entre os maiores seletores, ele também a converte para transformar um coletivo de longo alcance e duração como o Gop Tun em motivo real para acreditar que São Paulo é mais que digno do seu lugar ao sol na cena global.
Ao seu lado terá mais uma vez o seu parceiro de núcleo Gui Scott – ao qual já figuraram, em formato b2b, por alguns dos mais importantes clubs e festivais pelo mundo – que apresenta uma mistura sublime de Disco, House e sons analógicos, sendo um daqueles diggers com a rara habilidade de manter a coerência musical ao transitar por diferentes estilos musicais. Seu repertório se encaixa perfeitamente em um galpão industrial para milhares de pessoas em São Paulo, em uma festa de barco no litoral da Bahia, ou no carnaval de rua do Rio de Janeiro.
Cauna
DJ desde 2011, Cauana Stival apresenta um trabalho que contém influências diversas, mas principalmente latino-americana, a qual representa sua nacionalidade, trazendo elementos orgânicos, xâmanicos e indígenas.
Sempre aplicada na pesquisa para encontrar novos sons e tendências, já foi escalada para eventos relevantes como TribalTech, Subtropikal, Troop, Gop Tun, além de uma turnê pelo Equador, onde teve a oportunidade de se apresentar e se encontrar musicalmente. A viagem também foi um dos motivos para que ela começasse a estudar produção musical.
Dani Souto
Conhecido por sua pesquisa musical afiada e pelo seu jeitão boa praça de ser, se tornou um ícone entre os DJs quando o assunto é repertório. Não por menos, a case do ex integrante da banda eletrônica Glocal é realmente abrangente. Vivendo em Curitiba desde 2016, é curador artístico do movimento/festa O/NDA, cabeça por trás da Discoteca ODARA e residente na noite Freak Chic nos últimos dez anos, que o fizeram posicionar-se como referência dentro de um estilo diferente, rico em referências e interessante de se ouvir e dançar.
Como produtor, lançou trabalhos pelos selos Rebirth, Turbo, Kassette e Atlantic Records; remixou nomes como Chromeo e Robert Owens; e dividiu palco com Underworld, Anthony Rother, Chromeo, Hercules & Love Affair, Young Marco, Tim Sweeney, Justin Strauss, Tiga entre outros.
Fred P
Crescendo em Flatbush, Brooklyn, foi dançarino de break nos anos 90 – o que, eventualmente, o levou para a House Music. Em 2006, lançou-se como Black Jazz Consortium, estabelecendo sua personalidade, seu selo e sua reputação como produtor prolífico. Dedicado ao poder emocional comunicativo da música, ele aborda suas seleções de discos com a mesma lucidez de suas próprias produções e performances ao vivo.
Embora pareça que seu nome só ganhou destaque nos últimos anos, vem ajudando a manter acesa a cena de Nova Iorque por mais de uma década, produzindo também um house mais profundo, cheio de jazz e alma, que acabou chamando a atenção de Move D e DJ Jus-Ed. Através de um senso refinado de propósito, ao estabelecer-se em Berlim, aumentou sua participação no cenário global ao expandir seu perfil como selecionador consciencioso e performer generoso.
Medlar
Nome artístico do produtor britânico de Deep House Ned Pegler, é natural de Norwich, Inglaterra. Seus primeiros lançamentos foram publicados em 2010, sob o pseudônimo de Klic, em seu selo de co-propriedade Hit and Hope. Influenciado pela Chicago house, Detroit techno, disco e hip-hop, começou a carreira como DJ de drum n’ bass em Brighton, por volta de 2004.
Nos últimos anos, ganhou fama por criar um tipo de sonoridade distintamente quente e inspirada no funk. Em meio a uma cena que está se tornando cada vez mais inundada por novos produtores que fazem house e garage hibridizados, é raro encontrar um nome que se destaque na multidão. No entanto, Medlar mantém seu estilo peculiar e idiossincrático, evocando a energia do som clássico de Chicago através de melodias contagiantes e cortes vocais espirituosos.
Renato Cohen
Quando falamos de Renato Cohen, fica difícil determinar quais adjetivos deveríamos selecionar para juntar à sua história. Pesquisa, talento, bom gosto, consistência, relevância. Cohen é uma das maiores referências da cena brasileira, seja pelo sólido caminho que vem trilhando na música eletrônica desde meados da década de 90, bem antes de termos um mercado um pouco mais consolidado, seja por ter sido um dos primeiros a colocar o Brasil no cenário internacional, quando lançou “Pontapé” na Intec de Carl Cox, em 2002.
De lá pra cá a cena amadureceu, uma metamorfose de ritmos aconteceu no Brasil e Cohen se manteve fresh à medida em que sua técnica apurada de discotecagem continuou contagiando as pistas mais exigentes do país. Do house ao techno, passando pelo disco, eletro, funk e sonoridades próprias, o artista paulistano já lançou, além da Intec, em major labels mundiais como Drumcode, Kling Klong Records, e Tronic Music, e acaba de ter seu mais recente EP, “Duke of Weird”, lançado pela Sincopat Records, com três faixas originais e um remix de ninguém menos que Dave Seaman.
>> Veja mais no artigo publicado por Gabriela Loschi <<
Garanta seu lugar na TribalTech, edição Enlighten. Mais informações no evento oficial!
