HOSH é um homem que sabe aonde quer chegar. Falamos com o DJ e produtor alemão!

Por: Alan Medeiros
Fotos: Fabio Capelli

Holger Behn aka HOSH é um artista de sucesso. O alemão conseguiu desenvolver uma importante reputação como produtor, DJ e membro de um dos mais importantes selos do cenário internacional. Estamos falando da Diynamic, label capitaneado por Solomun, mas que certamente não teria o mesmo sucesso sem a participação importantíssima de HOSH, um dos principais colaboradores da marca.

 

 
No Brasi, Holger ficou conhecido por grandes hits, como seu remix para Keep Control, No One, Sonnenbrand e My Shadow – o último em parceria com Stimming. Seu recente album, Stories From Sa Talaia, foi disponibilizado para download gratuíto na íntegra e é composto por 16 faixas que possuem, individualmente, uma importância de caráter sentimental para o DJ e produtor alemão. Veja aqui nossa matéria aqui, e ouça na sequência.

Enquanto curte o atual momento fértil de sua carreira, HOSH segue uma agenda agitada de compromissos, viagens e tempo para o estúdio. Ainda assim, o simpático alemão encontrou tempo para nos atender e o resultado desse bate-papo você confere abaixo:



HOUSE MAG – Olá, Holger! Obrigado por nos atender. Podemos começar esse bate-papo falando sobre a Diynamic. Como ela impactou sua história até aqui? Já li em alguns lugares que o relacionamentos dos membros do time é algo bastante familiar, é isso mesmo?

HOSH – Sim, isso é muito verdadeiro. Diynamic é a família que criamos nos últimos 10 anos. Nós passamos por muita coisa juntos, é realmente uma história. Então sim, temos relacionamentos pessoais como uma família.

 


HM – Como um DJ conhecido internacionalmente, certamente você precisa encarar uma agenda de compromissos longe de sua casa. Como você busca manter a saúde mental e física enquanto fica fora de sua cidade?

HOSH – Essa é a tarefa mais difícil do trabalho. Acordar no meio da noite para gigs, não dormir o suficiente, as viagens e também festas aqui e aí são difíceis para o corpo. Eu tento ter uma alimentação saudável, mas ao viajar se torna quase impossível. Nado todos os dias quando estou em casa. 1000 metros apenas para o meu corpo ficar em forma e a mente também.


HM – Suas residências em Berlim e Hamburgo certamente contribuíram para sua formação enquanto artista, não é mesmo? Fale um pouco mais sobre cada uma delas.

HOSH – As residências com as quais eu realmente aprendi muito foram a minha primeira, em um club de trance psicodélico em Hamburgo, mas tocando techno, house e electro e tentando aproximar isso das pessoas. Tinha letras de ódio louco, mas também cartas de amor. No final, eu realmente aprendi muito. E as residências posteriores, que foram basicamente com a Dyinamic e nossas apresentações regulares. Não é uma residência no sentido clássico.

 

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HM – Se olharmos o catálogo da Diynamic há alguns anos, podemos compreender uma atmosfera mais house/deep. Já nos dias atuais, os lançamentos estão mais voltados para o techno. Isso se deve ao direcionamento do mercado ou à evolução dos membros enquanto artístas?

HOSH – Hmmm… nunca pensamos no estilo. É música e está mudando. Se alguém nos classificasse como deep house, eu provavelmente já estava discordando dessa classificação. Diynamic para mim, como o próprio nome já diz, nunca foi um label preso a um som. Somos um selo de artistas e artistas que evoluem, esse é o ponto e a beleza do trabalho. O pior para mim é se as coisas ficarem presas, precisamos estar em uma revolução constante e nos vejo como um motor para isso. Veja a faixa e o título de “Standing Still Is Moving Backwards”. Quero expressar este pensamento que acabei de explicar nesta faixa.


HM – Eu li em algum lugar que para você, fazer música é como cozinhar. Fale mais sobre isso…

HOSH – Eu ainda gosto da analogia… Adoro cozinhar e adoro fazer música. Ambos consistem em muitos ingredientes que você reúne. Nunca cozinho através de receitas, as leio para inspiração.


HM – Solomun e Stimming: o que cada um desses artistas trouxe de melhor para sua música?

HOSH – Solomun me ajudou a achar o ingrediente chave nas minhas faixas e a tornar isso mais óbvio, e com Stimming eu aprendi muito sobre encontrar o próprio caminho e me tornar um especialista nisso. Além disso, o mais importante é a amizade de ambos, algo que está além das palavras.

 



 
HM – Na sua visão, o que difere um bom DJ dos demais? 

HOSH – Não gosto de falar sobre minhas forças, mas eu sei o que é importante para mim. Quero criar um caso fascinante que limite as pessoas. Quero chocar as pessoas positivamente e mostrar a elas algo que elas não conheciam. Gosto da abordagem técnica do trabalho e sou muito pedante quando se trata de mixagem, e acima de tudo tento me surpreender também.



HM – Para finalizar, uma pergunta pessoal. Aonde você se imagina daqui a 5 anos?

HOSH – Ainda em Ibiza, esperançosamente mais sábio e equilibrado. Duas crianças, dois cachorros e alguns novos trabalhos acontecendo. Feliz!

 
 

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