Rods Novaes fala sobre a Vozz, nova casa da música eletrônica em Cuiabá

Por: Alan Medeiros

O DJ e produtor – dono da Not For Us e parte do seleto casting D AGENCY – Rods Novaes, tem o que comemorar em 2017. Ele vem de uma sequência rica de lançamentos, suporte de Marco Carola pelo segundo ano consecutivo no Sunwaves e inauguração recente de seu novo empreendimento: o Vozz Club, em Cuiabá.

 

 

Rods segue uma tradição na cultura dance music, de profissionais que buscam por avanços e melhorias na cena além dos decks. 

O recém inaugurado Vozz é uma verdadeira obra de arte. Tecnologia de ponta e música boa são dois pontos em evidência na casa que é 100% powered by Funktion One.

 
 
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Um dos projetos que mais chamam a atenção é o Check In, uma reedição das tradicionais noites internacionais do club Garage, que marcaram a história da cena cuiabana para sempre. Aproveitamos o ótimo momento na carreira de Rods Novaes e o lançamento do club para um bate-papo com o artista. Confira abaixo resultado desse encontro:

 
 
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HOUSE MAG – Rods, sabemos que você acabou de abrir as portas do seu primeiro club, o Vozz, em Cuiabá, sua cidade natal. O que está envolvido no processo de criar um local físico para música?

ROD NOVAES – Na verdade a Vozz está sendo meu segundo club em que estou em sociedade. Tive a Nuun, de 2012 a 2015, que foi um ótimo club e deixou sua marca em Cuiabá. Já a Vozz, viemos com uma arquitetura mais moderna, aliada com o soundsystem Funktion One mais a iluminação, que projetada pela Lod Systems. O processo de criar um local físico para musica é fundamental para que você trabalhe bem uma geração, pois o club forma muito a opinião dos frequentadores em todos os sentidos. Tivemos um exemplo com o Garage, que foi um grande club aqui e marcou uma geração.


HM – Como você vê a cena local de Cuiabá e o que você acha que o Vozz pode fazer por ela?

RN – Na cena aqui de Cuiabá esta havendo uma renovação, como em todo Brasil; estão aparecendo vários núcleos novos e que são muito interessantes, pois cada um difunde de uma maneira a musica eletrônica, e estamos trabalhando com eles para fazermos noites em parceria com o Club, pois assim há um envolvimento de todos para juntos trabalharmos o desenvolvimento da cena aqui da melhor maneira.
 
 
HM – Em conjunto com o Vozz, você também é dono da label Not For Us, que já lançou artistas de peso como Renato Ratier, Kleber, Willian Kraupp e tarter. A combinação de uma label e de um club lhe autorizam com o poder de expressar uma visão musical que vai muito além de faixas e sets. Como é esse processo de criação?

RN – Acredito que ter um Club e uma label podem ser 2 ferramentas muito importantes pra você expressar um pouco do seu desejo musical perante ao público, lógico que não é uma tarefa fácil você impor isso, mas da pra trabalhar bem os 2 em conjunto. 
 
 
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HM – Você se preocupa em manter uma identidade constante entre todos os seus meios criativos, ou cada um funciona como uma célula independente?

RN – Me preocupo sim e acho meio complicado trabalhar independentemente, pois acho que tudo se linka no fim das contas. Enfim, pra mim a identidade é fundamental, um produto sem identidade, seja qual for, não chega a lugar nenhum.



HM – Como você concilia produzir, cuidar da label, do club, fazer gigs e ainda ter mais ideias? É hábito ou existe uma fonte de inspiração – ou talvez os dois?

RN – Vou falar que já estou acostumado nessa correria, é um habito com inspiração, sempre quis isso, nunca pensei em apenas discotecar. Antigamente o DJ tinha apenas que saber tocar, hoje eu acho que o DJ é uma fonte formadora de opinião, seja tocando, produzindo ou empreendendo. 

 
 
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HM – Você está seguindo os passos de grandes nomes da música eletrônica que se tornaram verdadeiros empreendedores como Renato Ratier e Guy Gerber, com investimentos em clubs, labels, e toda uma frente criativa que empodera o artista com uma abrangência de comunicação com o público. Isso faz parte de um planejamento consciente ou as coisas meios que foram acontecendo? 

RN – Foram meio que acontecendo, foi passo a passo e naturalmente, mas esse lance empresarial sempre me chamou muita atenção, sempre fui um cara inquieto, sempre gostei de me aprofundar mais no que eu faço e empreender ainda mais em algo que eu amo que é a música.



HM – Aonde você se vê daqui 5 anos?

RN – Espero estar com saúde e feliz fazendo oque eu mais amo que é trabalhar com música.

 
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