POR Anderson Santiago – Matéria publicada na House Mag impressa #45
Criada em 2013 com inspiração nas baladas da cidade inglesa homônima, a Leeds tem se destacado no calendário de festas eletrônicas cada vez mais concorrido da cidade de São Paulo. Em 2016, parece estar no seu auge: a última edição — a sexta já feita — reuniu mais de 2.500 pessoas num evento que começou à tarde e terminou só na manhã seguinte, no espaço Nos Trilhos.
Os caras por trás da festa são Gustavo Freitas e Minoru Gomes. Promoter desde os 16 anos, Gus, como é conhecido, começou sua trajetória em festas do ABC paulista, fazendo raves e baladas que com o tempo ganharam fama. Hoje, usa seu know how e o de seu sócio para bombar a Leeds e outras festas que estão sob o guarda-chuva da Laud, agência criada neste ano para gerenciar seus eventos. “A Leeds surgiu com a ideia de trazer um estilo de som no qual acreditamos, fugindo um pouco dos lineups que encontrávamos na época, quando começamos, em 2013”, revela Gus.
O lineup, aliás, é fator de destaque. Sempre caprichado, atrai tribos variadas fãs de batidas que vão do techno ao house de pegada mais conceitual — na última edição, tocaram nomes nacionais como Digitaria, L_cio, Joyce Muniz e Ellie Ka, além dos internacionais Demarzo, Finnebassen e Wildkatz. De acordo com Gus, a concepção é um dos momentos mais prazerosos do processo. “Fazemos tudo sempre com muita pesquisa, tentando mesclar nomes consagrados com novas apostas. Nosso objetivo é montar um lineup que chame a atenção do público.”
Itinerante, a Leeds parece ter encontrado no espaço Nos Trilhos seu porto seguro ideal, tanto que a próxima, marcada para ocorrer em 26/11, também será no local. O desafio de achar o lugar perfeito, segundo os sócios, não é dos mais fáceis, já que hoje em dia o público paulistano está acostumado a dançar também fora dos clubs, em picos como fábricas desativadas e espaços open air a exemplo do escolhido, que fica ao lado de uma estação de trem desativada. É um espaço ainda novo, mas que se encaixou perfeitamente com a proposta da festa, que incrementa a cenografia com leds e soundsytem como o impecável Pure Groove.
Quanto à concorrência acirrada na cidade, Freitas se garante: “Nossos diferenciais são a originalidade e o fato de não seguirmos padrões, tentamos sempre pensar fora da caixa. A concorrência é importante em qualquer mercado, e não acredito que isso nos atrapalhe, já que confiamos bastante no trabalho que fazemos”. Tanto que, em 2017, os planos de alçar voos mais altos já estão na mira dos rapazes: além de diversos nomes internacionais em negociação para as novas edições, há a intenção também de levar a festa para outros Estados e até países. Aguardemos então os próximos capítulos.
