Binaryh: o primeiro projeto brasileiro a lançar EP pelo selo alemão Steyoyoke Black

Da redação

Binaryh, formado por Rene Castanho e Camila Giamelaro, é o novo projeto queridinho do label alemão Steyoyoke Black, o braço techno do Steyoyoke.

Levando ao pé da letra o conceito do código binário, a dupla paulista faz sua estreia com o EP ‘Primary Code’, uma ode à era matemática e tecnológica que harmoniza elementos obscuros e melancólicos com as músicas ‘Encode’ e ‘Identity’.

Com baixos poderosos e sintetizadores energizantes, as músicas já caíram na graça de artistas como Dubfire, Wehbba, Nick Devon, BLANCAh, MPathy, Eli Iwasa e Victor Ruiz.

O duo também está com mais um EP engatilhado no Steyoyoke Black, porém ainda sem previsão de lançamento. Ele fará parte da série ‘Reconstructed’, onde são feitos remixes de faixas já lançadas pelo selo.

Graças ao trabalhado da produtora catarinense BLANCAh, o selo Steyoyoke, que levanta a bandeira do ‘ethereal techno’, vem crescendo e conquistando novos fãs brasileiros. Criado em 2012 na Alemanha, hoje o Steyoyoke é visto como um dos mais inovadores do mercado atual e conta com artistas como Soul Button, Dahu, Nick Devon e MPathy na seleta família. O lado obscuro do empreendimento nasceu em 2014 sob o nome Steyoyoke Black, acolhendo o techno.

O EP ‘Primary Code’ do Binaryh começa a ser vendido hoje com exclusividade pelo Beatport e vc pode conferir as músicas aqui.

A House Mag aproveitou o debute do Binaryh para conversar com o dono do Steyoyoke, o produtor alemão Soul Button, enquanto realizava sua tour norte americana. Ele abre o jogo com a sua visão sobre artistas brasileiros e já nos dá novidades dos próximos lançamentos.

HOUSE MAG – O que chamou sua atenção ao conhecer o trabalho do Binaryh?

SOUL BUTTON – Eu fiquei impressionado com a qualidade do som e identifiquei algo diferente daquelas produções Ctrl C + Ctrl V que recebemos todos os dias pelo nosso e-mail de demos. Normalmente preciso ouvir as demos mais de uma vez antes de decidir lançar, mas quando conferi as músicas do Binaryh eu me decidi logo na primeira vez que escutei.

HM – Você testou as músicas do Binaryh na sua última tour pelos Estados Unidos e Canadá. Qual foi a reação do público?

SB – Ah sim, eu toquei “Identity” em todos os lugares. As pessoas estão adorando e em Montreal foi um verdadeiro estouro. Eu adoro “Encode” também, mas é um pouco mais difícil de encaixar no meu set. “Identity”, ao contrário, é perfeita porque é techno e viajante ao mesmo tempo. Eu adoro as duas e tenho certeza que o EP vai ser um sucesso. Mal posso esperar pra ver o que vai acontecer.

HM – O que você acha que o Binaryh tem a acrescentar pra família Steyoyoke?

SB – O Steyoyoke Black ainda é um selo novo e acho que está começando agora a definir os artistas que o estão representando e que vão representá-lo nos próximos tempos. Eu quero muito que eles façam parte da “Black Family”. Eu acredito nesses dois porque a música deles é maravilhosa e mesmo eu não os conhecendo pessoalmente, eles parecem ser adoráveis e simples. O Steyoyoke é a casa dos humildes.

HM – Que potencial você vê nos artistas brasileiros em geral, sendo o Binaryh o segundo artista do Steyoyoke depois da BLANCAh?

SB – Eu não sei exatamente o que está acontecendo com o Brasil. Nós recebemos tantas demos legais recentemente. Parece que finalmente os brasileiros saíram das praias e se enfiaram nos estúdios. Acho uma loucura a maneira como a cena cresce por aí e fico feliz por aquele deep house vocalizado barato ter acabado. O Brasil precisa de um pouco mais de techno. Nós vamos lançar o terceiro brasileiro no final deste ano, então já podemos somar mais um artista. Tudo parece muito promissor.

 

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