Em 2010, a morte prematura de uma jovem de 15 anos no EDC (Electric Daisy Carnival) em Los Angeles iniciou uma investigação que afeta até hoje o CEO da Insomniac (empresa dona do festival), o empresário Pasquale Rotella. Após análise minuciosa das transações financeiras da empresa, os investigadores descobriram que Rotella teria feito pagamentos ilegais para Todd DeStefano, o ex-gerente de eventos do estádio Memorial Coliseum de Los Angeles, locação do evento àquela época. Uma investigação posterior revelou que esses pagamentos chegaram a 1,9 milhão de dólares, o que sugere que Rotella e seu parceiro, Reza Gerami, deram dinheiro a DeStefano em troca de um lugar garantido para realizar o festival e também de custos mais baixos para realizar suas raves.
Obviamente, estas alegações ainda são inconclusivas, já que a investigação de seis anos sofreu vários atrasos. O atraso mais recente foi devido à agenda cada vez mais densa da juíza Kathleen Kennedy, que cuida do caso, uma vez que ela também assumiu a responsabilidade de analisar os crimes do famoso serial killer “Sleeper Grim” no início de 2016. Um ano antes, a advogada de acusação Dana Aratani foi retirada do caso depois de ser pega lendo e-mails entre Rotella e seu advogado de defesa, violando assim um direito processual. A substituição dos advogados de acusação atrasou ainda mais o julgamento.
Parece que, dessa vez, a solução do caso terá uma data certa para seu desfecho, pois o julgamento final está marcado para novembro. Rotella e Gerami respondem por acusações de peculato e suborno.
