Essa piada da “volta do techno” tem gerando comentários bem divertidos. Agora que ja apareceram piadas suficientes, todo mundo já entendeu que o techno sempre esteve presente, mas na real jamais alcançou o mainstream porque NUNCA foi o seu objetivo, e sim o oposto: Cultura de pista para gente que vai pela música…ou seja: o underground.
A confusao sempre começa quando o mainstream (que faz de tudo para ser cool) pega algo do underground para “travestir-se”, infectando e confundindo tudo ao seu redor. Lembro-me bem quando tudo que tinha beat 4×4 era chamado de house (até virar EDM), depois o Drum&Bass saiu dos guetos de Londres para virar sucesso nas festinhas da “inteligenzzia” brasileira com remixes até pra Djavan e Tim Maia (esse último faço `mea culpa`), e pra encurtar a estoria, tudo o que recentemente também era 4×4 com blips e bass do capeta virou deep house. Foi tão intenso que cansou mais rápido que o EDM, e então para pegar o que faltava… aconteceu o inevitável: O techno vestido com sua roupa preta no escuro do club, que até hoje era invisível de cara virada e sem cruzar o olhar com ninguem, foi pego de surpresa em 2016 e eleito pelo mídia como “a ultima bolacha do pacote”. UM MUST!!
A procura pelo cool e pelo “dificil-de-entender-mas-eu-gosto” atingiu em cheio o pai da música eletrônica. Engraçado vai ser ver a playboyzada vestida de preto, porém com tecido brilhante elastano, cinturão, batons e esmaltes escuros, salto alto, gola V coladinha na pele e umas pulseiras “Abercombie & Techno”, com sets do Sven Vath e do Carola tocando no carrão via Soundcloud do seus iPhone 6.
Sendo assim, aguardemos então o esperado estouro comercial e nacional do “novato” MURPHY e do “trio-revelação”. A volta dos que não foram.
