A EDM ganha cada vez mais espaço no maior evento esportivo dos EUA

Por Flávio Lerner

A EDM e o Super Bowl têm muito em comum. Assim como musicais e o cinema hollywoodiano, ambos são representações típicas do american way of life: shows de entretenimento extremamente populares, com toda uma pompa épica transmitida a partir de superproduções carregadas de luz, dança, telões e pirotecnia. Os EUA são a terra dos espetáculos gigantescos e da cultura de massa.

Assim, nada mais do que natural que esperar um casamento entre ambos — o que vem ocorrendo com o número de atrações EDM nas festas oficiais e adjacentes aumentando a cada ano. Se em 2015 tivemos Calvin Harris em uma fan fest do Super Bowl, desta vez teremos Skrillex, Diplo e Avicii como headliners dos shows da noite de sábado, em São Francisco, Califórnia.

Quem estiver por lá na semana da grande final do futebol americano também vai poder conferir uma série de outros DJs em noites locais, com nomes que variam de Tiësto e Afrojack a Duke Dumont e Fred Falke. Ainda assim, causa surpresa o fato de a EDM ainda não ter conquistado o espaço musical principal do Super Bowl. O show do intervalo, que já trouxe ao longo de sua história apresentações de nomes como Michael Jackson, Diana Ross, Prince, Justin Timberlake, Rolling Stones, The Who e Red Hot Chili Peppers, segue sendo designado a artistas do pop/rock — Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars são os responsáveis por esta edição, ao lado de Gustavo Dudamel e a Youth Orchestra de Los Angeles.

Vale ressaltar também que, assim como a música eletrônica, o futebol americano parece atrair cada vez mais entusiastas brasileiros.

O Super Bowl 50 se dará neste domingo, dia 7, no Levi’s Stadium, em São Francisco. A grande decisão será entre os Carolina Panthers e os Denver Broncos.

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