Um estudo recente concluiu que a música pode vir a ajudar no tratamento de pessoas que sofrem de epilepsia. Os pesquisadores chegaram à descoberta por perceber que uma amostra de pacientes com essa condição mostravam diferenças notáveis no modo que seus cérebros processavam a informação musical.
“Nós acreditamos que a música pode ser usada como uma intervenção para ajudar pessoas epilépticas”, declarou a professora Christine Charyton, que dá aula de neurologia na universidade de Ohio e participou da pesquisa.
Isso porque cerca de 80% dos epilépticos exibem disfunções no lóbulo temporal, que é a parte do cérebro que processa a música. Os pesquisadores estudaram a atividade cerebral dos pacientes alternando dez minutos de silêncio com dez minutos de música, constatando que essa atividade se tornava maior nos momentos musicais.
Os resultados não são definitivos, mas apontam um caminho, que há de ser melhor pesquisado. A epilepsia é uma doença sem cura, e talvez a sua vítima mais famosa no meio musical tenha sido Ian Curtis, ex-vocalista do grupo pós-punk Joy Division, que cometeu suicídio em 1980, aos 23 anos.
