Da redação
Quem acompanha as sonoridades de techno e house da música eletrônica brasileira já sabe que essa combinação Eli Iwasa + Gop Tun é algo especial. Nossa velha conhecida Gop – que se tornou um dos principais coletivos brasileiros ao longo dos últimos anos, sendo responsável, como já sabemos, por realizar festas estilosas e trazer artistas ovacionados do house e disco mundiais, além de co-produzir o famigerado Dekmantel em São Paulo -, realizou uma edição inédita no interior paulista esse ano, no Caos, club de Eli Iwasa.
Nossa japa querida, por sua vez, vem traçando um ano poderoso, com apresentações em mais de 10 festivais pelo mundo, incluindo o Time Warp, o Rock in Rio, Baum na Colômbia, Frecuencias no Chile e ADE na Holanda, além de estar com a agenda bookada todos os finais de semana, de norte a sul do país. Completando esse ciclo de sucesso que a ambos permeia – o evento e a artista -, sua estreia na Gop Tun não poderia se dar em melhor momento: justo quando o evento paulistano se muda para uma nova casa, inaugurando um novo e importante ciclo na história do coletivo, o qual Eli fincará sua marca musical em um set que lhe permitirá tirar muitos discos do case e experimentar sonoridades do jeito que a pista da Gop permite – e que a experiência de uma das maiores seletoras musicais do Brasil proporciona.
Eli é acostumada a levar sua curadoria musical aos mais diferentes públicos e ser sempre muito bem recebida. De tempos em tempos, ela se depara com uma pista que a deixa completamente à vontade para experimentar. A Gop do dia 7 de setembro certamente será uma delas, mas enquanto a data não chega, pedimos para Eli nos contar quais outras três pistas brasileiras a trouxeram o mesmo sentimento. Eis as respostas:
1. Troop
Recentemente preparei um set diferente para a Troop em Florianópolis – o convite para tocar na festa veio com um pedido: “rola fazer set de house?”. Adoro quando me chamam para mostrar e tocar outras coisas, sair da minha zona de conforto, e ir além do techno peaktime a que geralmente me associam. Aceitei com a condição que pudesse tocar house, mas também clássicos, disco, italo, e foi uma das minhas gigs favoritas deste ano.
2. DGTL
Fiz um b2b com Valesuchi, então quis me preparar para passear por estilos diferentes – e gosto de seguir a pessoa com quem toco, dar um senso de continuidade ao que ela toca. Sets b2b são sempre desafiadores, e nos preparamos não falando de música, mas sim de arte, imagens, poesia. Olhando para trás, acho que nossa apresentação conseguiu reunir e potencializar as características individuais de cada uma, para criar algo totalmente novo e com muita força. Foi emocionante.
3. Caos
É minha casa, onde me sinto à vontade para tocar de tudo, para testar promos, ou correr mais riscos. Aqui é onde você vai me ver tocando desde coisas meio esquisitas a hits ou Company B se der na telha – especialmente de manhã, quando a única regra no club é se divertir.
Próxima parada: Gop Tun em local inédito em São Paulo dia 7 de setembro, tocando ao lado de Nathan Fake, Kornél Kovács e outros convidados.

