O progressive trance de Vegas é trilha sonora para seleção brasileira de ginástica rítmica

Por redação

Foto de abertura: Leandro Quartiermeister

Após receber diversas marcações e mensagens pelas redes sociais, Vegas se deu conta que sua música havia se tornado tema para a coreografia da seleção brasileira de ginástica rítmica. Dale progressive trance!

“Nós sempre sofremos muito preconceito com a música eletrônica no Brasil, seja com ligação as drogas ou por ser algo ainda não vinculado à cultura musical do nosso país. De um tempo pra cá as coisas estão mudando, e fico muito orgulhoso em finalmente termos a oportunidade de mostrar para a sociedade a nossa arte. O Brasil tem se tornado um dos maiores consumidores de música eletrônica do mundo, consequentemente, temos ótimos produtores musicais. O fato das meninas usarem uma música eletrônica produzida por um brasileiro, acrescenta essa minha tese de que aos poucos vamos ganhando ainda mais espaço”, reflete Vegas.

Conhecido pelos fãs como produto nacional por ter colocado a sua identidade em seu som e ter alcançado países além das terras tupiniquins, o produtor ficou surpreso pelas atletas terem escolhido “Akasha”, que possui um bpm mais acelerado e não é tão comum em atividades como essa.

“Eu sempre procurei fazer música para além do entretenimento, para que faça parte do cotidiano das pessoas e seja uma forma de relaxar do estresse do trânsito ou ainda para o tratamento de doenças psicológicas, como já aconteceu. Eu imaginei que talvez algum dia algum atleta poderia ouvir minhas produções antes de uma competição para se inspirar ou concentrar, mas fazer parte de uma competição, sinceramente, nunca passou pela minha cabeça”, afirma Vegas.

60201478_2741304189245476_1107826851964780544_o_500
Foto: divulgação

Em entrevista para o Globo Esporte, a técnica da seleção na modalidade conjunto, Camila Ferezin, explicou que a música casou exatamente com o que procuravam. “Ela elogiou as linhas melódicas e os vocais, principalmente a variação, que é uma característica forte das minhas produções, entre grooves e bass”, explica o DJ.

ginstica_500_01
Foto: divulgação

Vegas acredita que uma particularidade em especial da track pode ter sido o motivo da escolha. Ele conta que a composição foi toda feita em ‘suingue’, um groove muito usado no techno e no house, e pouco explorado no psytrance que possui uma velocidade maior. “A música ganha uma ‘ginga’ diferente que em certo momento lembra o ritmo do samba. Elas foram ousadas”, conta.

Neste tipo de modalidade, a escolha musical é essencial para que as atletas executem seus movimentos e impressionem árbitros e público. “É um sentimento de orgulho saber que seu trabalho ajudou no esporte e que você fez parte de um momento importante na vida das atletas e do esporte brasileiro. A música eletrônica ganha uma visibilidade diferente, e o esporte ganha com nossos grooves embalando as coreografias”, percebe o produtor que não teve oportunidade de conversar a equipe.

Ele explica que apenas a assessoria de imprensa entrou em contato para dar os parabéns, mas no que precisarem estará à disposição de toda equipe e comissão técnica, afinal é um esporte que envolve a música diretamente.

60463449_2760602493982312_7216012929542389760_n_500_01
Foto: Gutah

Mas se na música a seleção pode contar com Vegas, e na flexibilidade, será que anda em dia? “Pratico esporte três vezes na semana, futebol, e academia mais duas vezes. Além da distração que o esporte proporciona, ajuda na minha saúde, que é algo que cuido muito. As viagens e finais de semana, e as turnês são bem puxadas e cansativas, o esporte ajuda muito nisso”. Mas e a flexibilidade em senhor Vegas? Será que rola todas essas acrobacias que as atletas arrasaram no tablado? 

Fique por dentro