Por Luiza Serrano
Foto de abertura: Victor Curi
A 4Finest Ears é um núcleo do Rio de Janeiro, comandando por Juliano Serpa e Carolina Hollanda que, em novembro, vai comemorar 7 anos de música, encontros e conceito bem definido que contribuíram, e muito, para a longevidade do projeto.
Para dar o start nas celebrações, neste sábado, 8 de junho, no centro do Rio, a 4Finest vai realizar um evento intimista com várias vertentes da música eletrônica, sets em vinil com os residentes Manara, Hollanda, YouAgain e Serpa. Mais informações aqui.

Foto: Marcella Alexim
O convite não poderia ser melhor e bem ao estilo dessa crew: “Convide seus amiges, amades, partner in crime, aquela pessoa que você quer conhecer melhor, certo que vai gostar da experiência. Dancem muito! ”. Saiba mais informações sobre o evento aqui.
Convite feito, é hora de conversamos com o fundador do núcleo, Juliano Serpa e entender melhor um pouco do que é a 4Finest Ears, um núcleo de resistência na capital carioca que acredita na diversão, em um espaço de respeito regado à música e boa convivência entre público, artistas e staff.
HM – Sete anos na cena não é pra qualquer um. Existe algum segredo para essa longevidade?
Foco na música, respeito com o público assim como com artistas e fornecedores, sendo verdadeiros com nós mesmos, muito suor e esforço coletivo além de amor pelo que fazemos.
HM – A edição do dia 8 será embalada pelos residentes da 4FE. Qual a importância de se manter bons residentes?
São eles a causa e efeito do nosso movimento, cada um tem suas peculiaridades, porém todos compartilham de uma mesma ideia dentro na música, que é a liberdade de transitar por diferentes vertentes da música eletrônica harmonicamente e assim convidar as atrações dando ênfase ao som do convidado, todos conectados em construir uma história através da noite.
HM – Vocês trabalham com um conceito de respeito ao próximo e a nós mesmos. Em um tempo de escassez de diálogo e compreensão, como é resistir com esse espaço?
Fazer festa no Rio de Janeiro por si só é um ato de resistência, buscamos sempre a troca com o público de maneira sincera. A música une e liberta, pra isso que estamos aqui, pra continuar tendo esse espaço onde as pessoas se sintam à vontade e conhecendo músicas novas e gente nova que compartilham de uma mesma ideologia.

Foto: Juliana Rocha e Bruno Machado
HM- A gente sabe que as edições geralmente são mais intimistas, na contramão dos grandes eventos. Qual o diferencial?
Assim conseguimos construir juntos ambientes onde realmente se quer estar, pessoas que se olham se respeitam cada um no seu espaço, fazendo assim nosso papel de trazer diversão e bons momentos através de grooves, melodias e mixagens, um lugar pra dançar sem se incomodar com nada, só sentir a música e o feeling que cada DJ quer passar.

Foto: Juliana Rocha e Bruno Machado
HM – Um bom motivo para não perder a edição do dia 8 de junho?
É um marco zero para nós produtores, estamos dando um reload para nos adaptarmos as condições atuais financeiras e sociais para realização dos eventos, queremos este tempo de troca entre nós e os que amam nossa bandeira sonora. As entradas são limitadas, pra maior conforto da galera.
HM – Rola um spoiler do que podemos esperar para a edição de comemoração dos 7 anos em novembro?
Um aniversário mágico onde você gostaria de estar certamente, convidados super especiais, gente que nunca veio e que já esteve em nossas pistas. 7 é um número de grande energia, estamos felizes em chegar a esta marca num cenário tão difícil quanto o do RJ, a entrega vai ser sincera como sempre.
