Symbolic, uma história de superação

Por Nazen Carneiro, da coluna Tudobeats

Foto de abertura: Yonatan Benaksas

O aclamado projeto Symbolic desfruta do prestígio de DJs, produtores e, claro, do crescente público ligado ao psytrance por todo o mundo. Muitas gigs no Brasil, Europa e Ásia, reconhecimento e trabalho ao lado de grandes nomes da cena eletrônica fazem parte do seu dia-a-dia. Mas nem sempre foi sempre assim.

Responsável por tracks como “Insiduous”, “Signs Of Revolution”, “Evolution” e “Prime Time”, esta última com Ace Ventura, Ilan Shemi é natural do vilarejo conhecido como Be`Er Sheva e enfrentou as dificuldades características de famílias sem grande poder aquisitivo e que têm que ralar muito por cada conquista.

No final do ano passado, o artista esteve no Brasil para o evento Aslam, A Feiticeira e o Guarda Roupa, onde se apresentou ao lado do também israelense Lifeforms. “Maor (Lifeforms) é um dos meus melhores amigos. Nós temos a mesma vibe quando trabalhamos juntos, por exemplo, quando recentemente produzimos três faixas em apenas um mês”, comenta. Neste depoimento exclusivo, Symbolic referiu-se as faixas autorais “We are Awakening” e “One of a Kind” e o remix de “The Colling”, de Vini Vici & Ace Ventura.

 
 
 
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Last weekend at Aslam B2B with @lifeformsmusic 🎶🔈 @aslam.oficial @musatti @infinitemusic11 Infinitemusicbr

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Entre as recentes colaborações do artista, além de Lifeforms, destacamos Ace Ventura, Zen Mechanics, Audiotec e o brasileiro Waio. “Temos um ótimo relacionamento musical e vamos ver o que de repente poderei construir com outros artistas brasileiros também”, revela.

Longe do seu projeto Symbolic e toda a badalação do mundo do entretenimento, Ilan se mostra uma pessoa simples, que medita, valoriza muito sua esposa e filhos, que ouve diversos estilos de música, não só o psytrance mas, entre outros, como o techno, e declara-se um fã do som de Stephan Bodzin. Sobre as dificuldades da carreira dentro da música eletrônica, Symbolic deu este depoimento cheio de enmoção e exclusivo para a coluna Tudobeats e para a House Mag. Confira!

“Eu posso te dizer que não venho de um berço rico. Bem jovem eu já tinha dois empregos para ajudar minha família. Sempre sonhava com a música eletrônica, fazer parte disto e planejava como poderia montar meu estúdio. Após alguns anos, consegui alugar uma sala pequena, mas que tinha as ferramentas básicas para ser um estúdio legal. Então, após um dia  inteiro de trabalho fora, eu ia para meu estúdio e estudava por horas a fio como produzir música e dominar aqueles equipamentos. Dormia três, as vezes quatro horas por dia, pois queria passar o maior tempo possível no estúdio, aprendendo e melhorando. Foi uma época muito difícil, mas, o meu afíncuo amor pela música me ajudou a manter-me no limite e conseguir alcançar um bom nível de produção. Aos que partilham deste amor pela música e buscam tornar-se DJs e produtores,posso afirmar, nunca parem de sonhar”.

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